30 de abril de 2014

Rinite alérgica

E tanta ranhoca e rinite alérgica tinham de dar origem a uma inflamação nos ouvidos. O mais velho passou a noite a saltitar da cama dele para a nossa. Estava incomodado. Não conseguia dormir. A certa altura perguntou se já era hora de acordar. Olhei para o telemóvel eram 04:45 da manhã. Disse-lhe que não e enrosquei-o a mim. Começou a queixar-se de dores no ouvido esquerdo. Às 6 da manhã foi para a sala ver bonecos. Apareceu outra vez a queixar-se mais insistentemente com dores. Às 7h30 acordou o piolho júnior e pusemos a família em movimento. Fomos à urgência dos Lusíadas e o médico diagnosticou uma inflamação no ouvido, consequência de todo o congestionamento nasal. Para já nã precisa de antibiótico e apenas Brufen e muita higiene nasal. Depois do médico lhe ter dado o Brufen arrebitou logo e teve direito a pequeno-almoço com os pais, em versão manhã do filho único. Sim, porque para evitar levar o bombocas para a urgência levei-o logo de manhã à creche.

29 de abril de 2014

A saga das alergias

Cá em casa somos os quatro alérgicos. Uns mais que outros, mas ninguém escapa à fúria das alergias e anda tudo a anti histamínicos. O mais velho adora o comprimido de Aerius, que é para chupar e sabe bem, mas odeia o Rhinomer no nariz, o soro e afins. E todos os dias de manhã e à noite é uma batalha. É uma guerra antes de sair para a escola e uma guerra antes de deitar. E acaba sempre com um grito. E eu cheia de culpas por não ter tido um pouco mais de paciência. Eu percebo que ele deteste, eu também detesto, o bebé também detesta e o pai também, mas ele é o único que grita e refila. (sim, eu sei que na próxima primavera o bombocas júnior também há-de gritar e espernear) E atrasamo-nos sempre ora para ir para a escola ora para ir para a cama. E hoje à noite correu tão bem que ouvi: já não gosto de ti nem te dou o presente que fiz para ti na escola! Lá me meti com ele, lá desconstruí a coisa e ele acabou por dizer: estava a brincar contigo, mas gosto mais de ti quando fazes tudo o que eu quero!

28 de abril de 2014

Os pais (neste caso a mãe) não sabem o querem!!

Andamos há semanas, talvez meses, a estimular o Afonso para gatinhar. Hoje de manhã está o Maridão a fazer o pequeno-almoço e aparece o bomboquinhas no corredor a gatinhar a toda a velocidade. Quando eu sei do sucedido digo logo: temos de montar o parque que é perigoso ele andar por aí à solta!! Maridão: coitado do rapaz! Tanto esforço para aprender a gatinhar e agora que ele aprendeu e anda feliz a descobrir a casa vais fechá-lo no parque! Vida de filho não é fácil, não!!!

Palmeiras na Neve

No fim de semana comecei a ler o livro Palmeiras na Neve e fiquei muito surpresa e ao mesmo tempo encantada porque a história tem como cenário Fernando Pó, hoje denominada Bioko, na antiga Guiné espanhola, actualmente Guiné Equatorial ou República da Guiné Equatorial, que foi o local para onde o meu bisavó emigrou, muito humilde e com apenas 16 anos, em 1907. O meu bisavô omeçou por trabalhar para um conterrâneo, mas algum tempo depois - e por ser uma pessoa com uma visão incrível e um espiríto empreendedor notável - acabou por se estabelecer como empresário, modernizando os métodos tradicionais de produção de cacau e café e a sua exploração chegou a ser uma das principais. Gostava de saber mais sobre o que se passou por lá, mas a maioria das memórias têm-se perdido com as mortes dos seus 7 filhos... E achei muito giro, e especial, que este livro retrate este mesmo local, em 1953, muitos anos depois do meu bisvô lá ter estado. E este livro é também uma viagem à história da família da escritora. E a história do meu bisavô é o livro que eu sei (assim o desejo) que um dia escreverei...

27 de abril de 2014

Um domingo perfeito!

Depois de uma manhã de ronha, brincadeiras por casa e tarefas domésticas a tarde foi passada na rua para aproveitar o sol. O gelado Spagetti da Veneziana acabou de ganhar um lugar no meu coração e nas minhas ancas e o Sky Bar no terraço do Hotel Tivoli encantou-me com aquela vista de cortar a respiração. Os miúdos portaram-se lindamente e está na altura de eu e o Maridão voltarmos a usufruir, agora a 4, as esplanadas, bares e terraços que existem espalhados por esta cidade maravilhosa!!!

A gatinhar se vai ao longe

Deixou de rastejar e de rebolar para gatinhar à séria e é vê-lo descobrir o mundo! O seu grande objectivo era chegar à mesa de televisão para ir buscar os comandos da PlayStation e conseguiu! Hoje de manhã andou por um dos seus sítios preferidos: debaixo da mesa da sala de jantar! Que grande festa!

Quem tem uma madrinha alentejana


Recebe uma destas cadeiras maravilhosas no primeiro aniversário!

26 de abril de 2014

Vim só dizer olá!!!

Bom domingo!! Vou aproveitar o que falta do fim de semana para beijocar os meus filhos, brincar com eles e fazer tudo o que já não consigo fazer durante a semana. Chegamos a casa todos já tão cansados, pouco depois das 18h, que na quinta-feira o Afonso adormeceu ao meu colo quando saiu do banho. Ferrou no sono enrolado na toalha, ainda molhado. Sequei-lhe o cabelo e vesti-o a dormir. Já nem jantou, bebeu um biberão também a dormir. E como as semanas passam depressa e o tempo com eles é pouco, aproveito o fim de semana para estarmos os quatro, bem juntos, e em programas de família! E este mês temos tido fins de semana grandes! Mas a ver se amanhã ficamos aqui por casa, na ronha, que até o mais velho se queixou que hoje nem tinha visto bonecos!! 

24 de abril de 2014

De bebé a menino...




Dizia ontem a madrinha do Afonso:“Andava pela tua casa à procura de um bebé, mas já só encontrava meninos…” O Afonso já não é bebé. É um facto. Passou só um ano, mas o meu bebé já não é bebé. É um menino pequenino que já bate palmas a si próprio no dia do aniversário, que se senta com o mano e com os primos a brincar no chão, que disputa brinquedos e comandos de televisão e que fica acordado até ao final da festa.

22 de abril de 2014

Há um ano... Na véspera de ser mãe pela segunda vez...

Escrevi este post, depois de uma tarde de brincadeira no parque. Eu, super barriguda, mas super feliz a jogar à bola com o meu filho mais velho, sabendo que no dia a seguir íamos conhecer o pequeno Afonso.

Brunch do Dia da Mãe

Já reservei o brunch para o dia da Mãe, 4 de Maio. A ideia é juntar a família toda, mãe, avó, sogra, cunhadas, cunhados, filhos, sobrinhos e afins num óptimo brunch ao mesmo tempo que ajudamos as Aldeias SOS.

Saibam tudo, aqui.

Não sei se é antecedência ou se sou mesmo maluquinha!

Acabei de reservar o local para a festa do meu filho que faz anos a 4 de Janeiro. É isso! Leram bem: 4 de Janeiro! Com 9 meses de antecedência! O espaço é fantástico (segundo o meu marido), é gratuito e o meu filho esteve lá no domingo numa festa e disse logo que queria fazer lá a festa. Por isso, e para evitar esquecimentos e porque o espaço está sempre reservado, tratei já do assunto!

"A culpa não é sempre da mãe!"

"A culpa não é sempre da mãe!" e quem o diz é a Sónia Morais Santos no seu novo livro. Adorava ir ao lançamento, já amanhã, mas amanhã é o 1º aniversário do meu bombocas mais querido e pequenino chamado Afonso e vamos ter um programa especial, que vai terminar com um lanche ajantarado em nossa casa para tios, primos, padrinhos e avós, mesmo à hora do lançamento. Mas tenho curiosidade em ler o livro e há-de ser uma das próximas aquisições.


21 de abril de 2014

O estilo rococó pelos olhos de uma crinça

Em conversa com o meu marido no carro eu falo do estilo rocócó.
Filho grande: Rocócó!! O que é isso?
Explico-lhe, o melhor que sei, mas de forma muito simples para que ele compreenda.
Filho grande: a mim parece-me um nome porcalhoto com cocó!

Bullying aos 4 anos #2

Hoje falei com a educadora do meu filho sobre a questão que me tem atormentado e que já contei aqui e fiquei mais tranquila. O meu filho mais velho tem sido sempre o líder e o centro das atenções, mas um dos amigos ocupou agora o seu lugar e arrastou os mais influenciáveis com ele. O meu A. não se deixou ir, mas sente esta mudança e sente-se mais sozinho. Ela vai estar atenta e mimar o meu filhote, quando ele se sentir posto de parte pelos amigos e quando for procurar consolo, como aconteceu nos últimos dias. Disse que não devemos dramatizar e que são coisas normais da idade. Esperemos que eles se entendam e que saibam brincar todos juntos e ser amigos. Ele ficou bem disposto na escola e isso é muito importante.

20 de abril de 2014

Coisas que tiram esta mãe do sério #2

Os pais que ano respondem aos convites de aniversário que os filhos recebem na escola! Custa muito ser educado e ter respeito pelos pais do aniversariante e responder sim ou não? Hoje o mais velho teve a festinha de um amigo. Coitado, o dia de anos calhou no domingo de Páscoa. Se não podiam ir, diziam. Mas não! 4 disseram que iam, uns agradeceram e disseram que não podiam ir, mas a maioria não disse nada! E a desgraçada, sem saber com quantos contar, fez imensa comida, saquinhos de presente e tudo o que as mães fazem com todo o amor e carinho para as festas dos filhos. Não há mesmo direito! Eu faço festas de aniversário com os amigos da escola desde o segundo aniversário do mais velho e são sempre as mesmas pessoas que não se digam a dizer nada! Lá peço à educadora para nas vésperas mandar um email a relembrar as confirmações, mas há sempre uns que nem ai nem ui! Bolas!! Irrita-me mesmo a falta de consideração das pessoas! 

Momentos da Páscoa

Foram uns dias muito bons! Na sexta, fomos ter com uns cunhados a Tróia e fomos com as crianças ver os golfinhos! Foi um passeio muito giro num barco preparado para os mais pequenos e com uma tripulação fantástica, que até histórias dos roqzes do Sado lhes contou! O tempo ajudou e ainda permitiu banhos de piscina e brincadeiras na praia. No resto do fim de semana demos as boas vindas a um baby que nasceu, cantámos os parabéns a uma sobrinha, jantámos com os melhores compadres do mundo e o meu filho mais velho quis dormir em casa do padrinho, vimos o Afonso dar o primeiro passinho sem ajuda, procurámos e comemos ovos da Páscoa e tivemos um almoço de família!! Para terminar, o meu Maridão levou o mais velho a comemorar o Benfica ser campeão: posso ir ao Marquês, mãe? Ainda não está na hora de ir para a cama? Está, mas vai lá, que dias não são dias!!!


17 de abril de 2014

Boa Páscoa

Se há coisa que me delicia é comer coisas feitas pelos meus filhos. É docinho a dobrar!

Receita dos "Coquinhos de Páscoa"
250g de coco ralado
250g de açúcar
3 ovos inteiros

Juntar o açúcar, os ovos e o coco e misturar sem bater muito. Colocar em formas de papel e levar ao forno durante 10 minutos.

16 de abril de 2014

Bullying aos 4 anos

Será que existe bullying em crianças de 4 anos? De há uns dias para cá algo mudou na vivência do meu filho mais velho na escola. Não sei ao certo o que se está a passar e vou falar com a educadora dele, mas o que eu sei é que ultimamente o meu filho anda triste e contou-me hoje que os seus amigos já não gostam dele, que dizem que não o vão convidar para as festas de anos e que ele não serve para nada. E isto disto pelos grandes amigos dói no coração do meu filho. No dele, e no meu. O meu filho grande sempre foi um miúdo super sociável, amigo de todos, líder das brincadeiras (na escola e com os primos) e aquele miúdo com quem todos adoram brincar. Mas parece que o lugar de líder foi ocupado pelo seu grande amigo que agora o humilha, levando os outros do grupo a fazer o mesmo. Será isto comum? Falei com ele, enquanto lhe dava o mimo da noite, e senti-o carente. A noite passada apareceu lá cama. Vinha meio a dormir, mas vinha a chorar. O que é que se passa? Só vou falar com a educadora na segunda-feira, que até lá a escola está fechada e hoje é que ele desabafou mais e me contou o que se estava a passar com mais detalhe, mas estou com o coração do tamanho de uma ervilha. No domingo, temos a festa do grande amigo dele, o suposto amigo que agora diz que já não é amigo dele, que não o deixa participar nas brincadeiras e que diz que ele não serve para nada. A ver se durante a festa dá para perceber alguma coisa do que se está a passar. Só quero ver o meu filho feliz e nada dói mais no coração de uma mãe que ver um filho a sofrer. No outro dia quando chegámos à escola, lá veio o amigo ter connosco enquanto gritava: és uma rapariga, és uma rapariga. A educadora pôs ordem na situação e exigiu um pedido de desculpas, mas parece que as humilhações não se têm ficado por aqui e quando a minha mãe o foi buscar na segunda, ele estava triste por estar na escola, coisa que nunca acontece. Esperemos que isto sejam só umas brincadeiras tontas e que passem depressa! E que a educadora nos consiga ajudar a perceber o que se passa.

Manhãs

O mais velho ao sair de casa decidiu agarrar numas luvas que, por minha culpa, estavam esquecidas em cima de uma cadeira no hall. E sabem que mais? Deixei-o ir de luvas. Hoje o pai é que os levava, já estavam atrasados, e pensei: Vamos fazer uma cena por causa das luvas? Fica doente por elevar? Faz mal a alguém? Não! Por isso, decidi que ele levava. Dizia que tinha frio nas mãos. Pronto. Foi de luvas. Não vem mal ao mundo. E houve menos uma birra. Há tantas coisas que temos de impedir, de dizer que não, que às vezes acho importante guardarmos os nãos para quando tem mesmo que ser.

14 de abril de 2014

Coisas que tiram esta mãe do sério #1

Quando comparam os meus filhos!!! (Ai que o teu maninho é tão comilão e como tu não comes ele qualquer dia está maior que tu!) Ui, que tenho de me controlar para não me saltar a tampa e conseguir pedir com jeitinho para não compararem os meus filhos, que eles não têm de ser comparados!

Workshop A Questão da Obediência e da Autoridade parte 2

Só para partilhar que adorei rever e ouvir a Magda, em mais este workshop. Gosto sempre de ouvir a perspectiva dela sobre estas questões da parentalidade, que tanta utilidade me têm dado nesta missão de ser mãe, e gosto, acima de tudo, de pôr as coisas numa perspectiva diferente e aprender estratégias que podem ser muito úteis para desbloquear situações do dia a dia. Cheguei a casa à hora de almoço com vontade de fazer ainda mais e melhor como mãe. Tão bom! Termos a noção de que simples mudanças nossas vão originar comportamentos e respostas diferentes da parte deles é muito motivador!

À tarde fiquei sozinha com os meus filhos e não sei se foi do workshop, mas a verdade é que quando o meu filho mais velho disse que queria ir ao parque perguntei se ele queria levar a bicicleta. (Ele anda muito depressa e como eu além de levar o carrinho com o Afonso não o consigo apanhar se ele decidir desobedecer e meter prego a fundo, por questões de segurança, só vai a bicicleta quando temos a companhia do pai). Ele disse que sim e eu disse que o deixava ir de bicicleta e lhe dava esse voto de confiança desde que ele prometesse que ia sempre junto a mim e a obedecer às minhas directrizes por questões de segurança (apesar do parque ser perto, e sempre em frente, temos de atravessar algumas estradas) e que tinha de ir e vir com a bicicleta porque eu levava o mano no carrinho. Expliquei que se as coisas não corressem como estávamos a combinar eu ia ficar triste e desiludida e da próxima vez a bicicleta ficava em casa. Ele disse que sim a tudo e foi fantástico! Nunca se afastava muito de mim, parava onde eu dizia para esperar (agora vais até à próxima árvore, agora vais até ao candeeiro...), perguntava se podia continuar, tinha atenção e parava ao se aproximar das entradas para as garagens dos prédios! Não houve uma única birra, nada! Correu tão bem, mas tão bem! Foi mesmo bom! Ele sentiu-se responsável e eu super orgulhosa! Acabámos a lanchar numa esplanada perto de casa sempre numa boa onda e bom comportamento! 

Foi o segundo Workshop da Magda a que fui e faço tensões de ir ao próximo sobre a auto estima das crianças! 

Mimos de leitura

Hoje o Maridão mimou-nos com boas leituras.

O novo livro do Wally para o mais velho:


E uma óptima selecção de livros para mim! Hoje vou começar pelo "Humor de Mãe", da Inês Teotónio Pereira.




Um dia de trabalho com uma vista diferente

Uma reunião de equipa num sítio fantástico, o Hotel Farol Design. Foi um dia de trabalho muito produtivo e com uma vista fabulosa. O único senão foi o dia de trabalho ter acabado tarde, o que me impediu de ver o bombocas júnior acordado. A minha mãe foi maravilhosa e foi buscar os meus filhos à escola, trouxe-os para nossa casa, deu banhos, jantares, deitou o pequenino e contou com a ajuda do Maridão que conseguiu chegar a casa mais cedo que o habitual, para dar uma mãozinha. Juntei-me a eles a meio do jantar e fui recebida com um enorme abraço do mais velho do meu coração. 


O dia esteve farrusco, mas nem isso estragou a beleza da paisagem e o bom ambiente da equipa! 


Espero pela meia noite para dar o biberão ao meu bebé e beijocá-lo o mais que puder. Nunca estivemos tantas horas separados e ele estranhou eu não o ter ido buscar, não estar em casa para dar o banho e o jantar e ter ido dormir sem o mimo da mãe. Mas comeu bem e esteve sempre bem disposto e com a devida organização e planeamento consigo ter disponibilidade para trabalhar até mais tarde, em momentos em que é mesmo preciso, sabendo que os meus filhos estão bem.

12 de abril de 2014

Workshop A Questão da Obediência e da Autoridade

Amanhã vou rever a Mum's the Boss, que tive oportunidade de conhecer num workshop que fiz quando estava grávida de 3 meses do Afonso, e de quem fiquei fã. Já aqui a mencionei diversas vezes exactamente porque me identifico imenso com as coisas que ela diz e com a maneira como ela aborda a parentalidade. Não me esqueço que segui todas as sugestões que a Magda me fez sobre o nascimento de um irmão e da maneira espectacular como o Alexandre recebeu o mano, sem birras, sem ciúmes, sem guerras e ainda hoje em dia fala do dia em que conheceu o irmão com o maior sorriso do mundo estampado no rosto! E eu acredito que teve muito a ver com a preparação que lhe fizemos e, acima de tudo, com a maneira como os apresentámos um ao outro, só nós os quatro, e os nossos dois filhos no centro daquele momento tão mágico.

A Magda é uma comunicadora nata, é divertida, simpática e com imensas coisas interessantes para dizer sobre a parentalidade positiva. Vai ser um prazer passar a manhã de Domingo a ouvir a perspectiva da Magda sobre a obediência e a autoridade. Depois conto-vos tudo!

11 de abril de 2014

A sopa cá em casa

Filho pequeno: 3 pratos de sopa ao jantar 
Confesso que por momentos achei que ele ia explodir de tanta sopa que estava a comer. E estamos a falar dos pratos de sopa normais cheios. Sopa bem compacta e, pelos vistos deliciosa.

Filho grande: O terror da sopa. Mal a vê sente calafrios. A do jantar tinha micro pedaços de alho francês. Gritos! Alarme: A sopa tem legumes! Choro!

Agarrei no prato dele e despejei para dentro da Bimby, onde tinha acabado de fazer a sopa. Triturei tudo no 9. Respirei fundo. Servi um novo prato de sopa e voltei à sala. Ele olha para a sopa e depois diz, mais animado: já não tem legumes! É isso, filho. Come!!!!


Cansaço

Percebemos que estamos mesmo cansadas quando adormecemos deitadas de barriga para baixo na marquesa a fazer a depilação com cera!

Mimos para os meus rapazes


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Filmes infantis 3D

Com que idade é que levaram os vossos filhos a ver um filme em 3D? O meu filho mais velho, com 4  anos, é o maior cinéfilo que conheço, mas será que é apropriado ir ver o Rio2 na versão 3D?

10 de abril de 2014

Colo de mãe

Haverá coisa melhor que o conforto do colo da mãe? Já viram bem como o príncipe se agarra bem à sua mãe. Tão bom! Que momento de ternura. E aqui não é o príncipe ao colo da duquesa. É simplesmente um filho deliciado ao colo da mãe!

No dia dos irmãos

Desejo do fundo do coração que os meus filhos olhem um para o outro e sintam sempre (mesmo quando se zangarem e tiverem as discussões saudáveis dos irmãos) que um irmão  foi o melhor presente que lhes demos. Que se descubram e se amem sempre. Que se respeitem. Que encontrem um no outro. Que se divirtam juntos. Que riam juntos. Que cresçam juntos. Que se unam nas alegrias e se amparem nos momentos de tristeza. Que saibam que podem contar sempre um com outro. Que gostem de estar juntos. Que sejam verdadeiros irmãos e nunca se esqueçam um do outro. Que deêm sempre as mãos.

23 de Abril de 2013, o momento mágico em que os meus filhos se conheceram.

Humor de mãe


http://www.wook.pt/ficha/humor-de-mae/a/id/15549958?a_aid=4ff2f60cd2629
Ouvi a Inês a ser entrevistada na rádio e fiquei cheia de curiosidade em ler o novo livro dela. O que eu queria mesmo era fazer-lhe perguntas e falar com ela, como faço sempre que me cruzo com mães de muitos. É que eu gostava de ter mais um filho, e está nos nossos planos, (se tivesse menos 10 anos, mas a vida exactamente como tenho agora, mas em vez de 35 anos tivesse 25 ainda gostava de ter mais, mas enfim...), mas às vezes tenho medo de não ter a paciência e a disponibilidade mental para tal. E sentido do humor, claro! E achei muita graça ao título do livro "Humor de mãe" porque uma das coisas que aprendi com a maternidade, é que as mães têm de ter sentido de humor ou endoidecem ainda mais depressa! Tenho pena de não ter conseguido ir ao lançamento do livro da Inês (que eu achava que ainda ia acontecer para a semana), mas já está na minha lista de compras.

Alegrias de mãe

O Afonso ficou na creche sem chorar!!! Yupi! Uma semana e dois dias depois o meu bebé ficou na creche bem disposto e sem chorar. E eu vim trabalhar muito mais tranquila.

9 de abril de 2014

O Afonso já sabe gatinhar, iô!!

Olhei para ele e lá estava o meu bombocas mais lindo de sua mãe a gatinhar na sala! Que emoção! Aposto que estava com fome e ia ter com a mãe mais fofinha do mundo à cozinha para saber se o jantar estava quase! (Deve ter aprendido a gatinhar na creche, claro, buáááááá, assim como a apontar onde é que a galinha põe o ovo, buááááá)

Vidas de segundo filho

O mais novo hoje à tarde provou Calipo de Morango... E gostou!!! Fez uma careta por causa do frio, mas pediu logo mais! Onde é que o primogénito, com esta idade, tinha direito a tal coisa?! Nunca!! 

Eu não tinha intenção de dar. Ele já tinha provado, noutras ocasiões Epá e Fizz de Limão, mas o Calipo parecia-me ainda pior. Mas ele mal viu o calipo cuspiu logo a chucha e quase que se baldava do carrinho para roubar o gelado ao irmão. E eu pensei: ok, que se lixe! O mais velho, claro, radiante, por partilhar o gelado com o mano! Eu ainda disse: ai, ai, que quando o pai souber zanga-se com a mãe! E responde o filho grande: não zanga porque vocês são maridos!

E apesar de terem saído da creche quase às 18h ainda fomos comprar um gelado e ao parque, antes das banhocas, jantar e cama! E eu ainda tenho trabalho para acabar, mas tenho a sorte de o poder acabar à noite e, assim, conseguir ir buscá-los à escola e aproveitar os fins de tarde com os meus filhos.

Coisas de mãe

No refeitório da empresa à hora de almoço. Vejo que a sopa é canja, a preferida do meu filho mais velho, e fico cheia de saudades dele!

O terceiro filho

Olho para os meus dois rapazes e sinto-me feliz, super completa, e uma mãe cheia de sorte. Mas continuo a achar que gostava muito de ter um terceiro filho. Gostava que o meu marido fosse pai de uma menina, que eu sei que adorava, e eu gostava de ter mais um rapaz ou uma rapariga. Se querem saber tanto me faz. O meu marido está mais reticente em relação ao terceiro filho, mas quando comprámos agora o carro novo consegui convencê-lo a comprar um monovolume 7 lugares, em vez de outra carrinha. Achei que era um sinal de que a família ainda ia aumentar mais. E ontem o maridão enviou-me este texto muito giro sobre o terceiro filho.

A verdade sobre ter um terceiro filho


Quando temos o primeiro filho, sentimo-nos o centro do universo: nunca ninguém teve um bebé antes, e este é o evento mais importante na história do mundo.
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Somos capazes de dormir uma sesta todas as tardes e passeamos orgulhosas de mão na barriga à espera do grande dia! Sentimo-nos calmas e estamos sempre a rir. Adoramos as más disposições de grávida porque é sinal de que o bebé está a crescer. Fazemos uma alimentação saudável, de preferência com produtos biológicos, tomamos as vitaminas todas e não bebemos álcool. Estamos informadas e avisadas. As pessoas fazem questão de nos contar as suas histórias sinistras de partos complicados. O nosso Obstreta fala connosco e seguimos os seus conselhos religiosamente.
As pessoas desdobram-se para ajudar nas compras, dão-nos as roupas dos seus filhos que já não vão usar. E ficam, realmente, entusiasmadas com a tua gravidez. Todos querem tocar-nos na barriga. E perguntam-nos, onde quer que vamos “É o primeiro?” Quando dizemos que Sim recebemos um grande e caloroso sorriso de boas vindas a este mundo novo da maternidade. Dizem-nos que vai ser a melhor coisa que já nos aconteceu na vida. E nós acreditamos.
Devoramos toda a literatura da especialidade, assinamos a “Pais e Filhos” e outras revistas on line. Montamos o quarto do bebé, planeamos como vai ficar, pintamos ou colocamos papel nas paredes. Passamos horas a investigar qual a melhor espreguiçadeira baloiço, o melhor sling e os melhores arneses. Protegemos todas as tomadas e esquinas da casa, mudamos os detergentes para um armário mais alto e que, para abrir a porta, é necessário inserir um código de 8 dígitos.
Cortamos cuidadosamente as etiquetas da roupa do bebé, e lavamos tudo duas vezes com um detergente super-XPTO orgânico, amigo do ambiente, e especial para a pele dos bebés. O meu filho não vai usar chucha, não vai chupar no dedo, vai mamar para sempre. Vou virá-lo todas as noites para não ficar com a cabeça achatada. Não vai assistir televisão até aos 8 anos, nunca vai ter telemóvel, nem piercings, e nunca vou deixar entrar brinquedos ou roupa dos desenhos da televisão em minha casa, como o Ruca ou a Dora.
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Quando engravidamos do segundo filho, o mais velho é o centro do universo. Já nos esquecemos de todas as coisas de bebé, e só podemos gozar a gravidez à noite, quando o primogénito está a dormir. Nunca mais dormimos durante o dia, porque o mais velho já deixou a sesta. Quando entramos no 2ª trimestre de gravidez parece que estamos grávidas de 6 meses. Sentimo-nos stressadas e gritamos muito. Adoramos as más disposições de grávida porque são um bom motivo para descansarmos um bocadinho. Comemos os restos do prato do primeiro filho, tentamos não beber álcool, e às vezes, lembramo-nos de tomar as vitaminas.
Ficamos saturadas com a informação e os conselhos. As pessoas fazem questão de nos contar as suas histórias sinistras sobre os filhos que fazem mal aos bebés. Esquecemo-nos de metade dos conselhos do nosso Obstetra.
Os amigos que já não querem ter mais filhos começam a “despejar”, em nossa casa, as coisas  de que já não precisam. Quer precisemos ou não. Todos querem tocar-nos na barriga. E perguntam-nos, onde quer que vamos, “É o primeiro?” Quando dizemos que Não, afastam-se com um ar desapontado…
Vamos buscar a literatura da especialidade, mas arrastamo-la por semanas sem sequer conseguir dar-lhe uma vista de olhos. Recomeçamos a ler a Pais e Filhos, mas agora interessamo-nos por outros tópicos, tais como facilitar a adaptação do irmão ao bebé que vai nascer. “Expulsamos” o mais velho da cama de grades, sem cerimónia, e dizemos-lhe que agora é um crescido e, por isso, vai dormir numa cama de crescidos. Fazemos a “reciclagem” dos brinquedos de bebé para perceber os que ainda dão para aproveitar, lavamos os lençóis do berço, compramos uns autocolantes de parede e um par de fraldas de recém-nascidos. Está feito o quarto do bebé. Olhamos para as espreguiçadeiras-baloiço, os slings e arneses, e questionamo-nos se vale a pena tirar aquilo da garagem. O nosso filho mais velho já retirou todas as protecções das tomadas da casa e continua vivo, por isso não as repomos. Os detergentes estão debaixo do lavatório com um fecho anti-crianças.
Lavamos as roupas de bebé com detergente normal. Compramos um conjunto de bodies e deixamos perto do berço. De certeza que vai dar jeito. Eles só vão assistir à TV quando estivermos muito cansadas, resmungonas, ou a fazer o jantar. Eles só vão ter uma consola quando tiverem 3 anos. Nunca vão ter piercings. O Ruca e a Dora já fazem parte la de casa.
Já esquecemos tudo sobre planos de nascimento, e estamos ansiosas por aqueles 3 dias no hospital para fugir ao caos de nossa casa. Vai saber bem o descanso. Carregamos o telemóvel e verificamos se a net funciona, pois pretendemos ficar toda a estadia no Facebook. Não vamos preocupadas com o parto, mas questionamo-nos quanto à amamentação. Levamos protectores de silicone e cremes para o peito. Pelos sim pelo não levamos a bomba e dois biberãos. Só por causa das tosses.
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Quando engravidamos do terceiro filho, o mais velho, em idade pré-escolar, e o segundo, até agora o mais novo, acham-se o centro do universo. Não sabemos que estamos grávidas até percebermos que aqueles 3Kg a mais não são graças ao apetite enorme que temos tido. Parecemos umas mortas-vivas, e aprendemos a dormir as sestas de olhos abertos durante as aulas de natação ou de ballet. Parece que estamos grávidas de 6 meses assim que acabamos de conceber. Só não estamos stressadas quando estamos a dormir. E, quando estamos a dormir, ressonamos.
Andamos com sacos de vómito na mala para sobreviver às más disposições da gravidez, e deitamo-los fora com as fraldas descartáveis. A nossa refeição principal é o almoço. Todas as outras são a correr ou não existem. Se os nossos filhos não comem salada nem vegetais, porque é que nós havemos de comer? Nem sequer tentamos deixar de beber álcool, até insistimos num copo de vinho, mas sabe pessimamente, e enfrascamo-nos em baldes de leite com chocolate. Compramos vitaminas no dia em que descobrimos que estamos grávidas, e esquecemo-nos de as tomar durante toda a gravidez. Redefinimos a palavra “eternidade” baseadas nas constantes perguntas do filho mais velho sobre se “é hoje que o bebé nasce?”
Ninguém se dá ao trabalho de nos dar conselhos ou informações sobre bebés. Todos pensam que somos loucas ou irresponsáveis. E assumem que foi um acidente. Olham-nos de soslaio no supermercado quando nos vêem com dois miúdos, mais um a caminho, 2 cachos de bananas e vários iogurtes. As pessoas fazem questão de nos contar as suas histórias sinistras sobre os filhos do meio que acabaram por se tornar psicopatas. Ou políticos. Vemos o Obstetra no dia do parto.
As amigas que já não vão ter mais filhos, já perderam peso, estão giras, com um ar descansado e relaxado. Podem sair à noite e ter vida social. Não sentem nada mais do que pena por nós.
Perguntam-nos, onde quer que vamos “É o primeiro?” Quando dizemos que é o terceiro, riem-se à gargalha e vão-se embora.
Já não  temos nenhuma literatura de especialidade como tínhamos, e já não há dinheiro para pagar assinaturas. Folheamos diversas revistas  à espera de nos inspirarmos sobre o nome da criança. Tiramos o segundo filho da cama de grades num ápice, e treinamo-lo a largar as fraldas ainda antes de nascer o bebé. Se tudo correr mal, vamos a rapidamente comprar outra cama de grades.
Vamos desencantar fraldas de recém-nascido que tinham sobrado dos outros, e pomos junto ao berço. Está feito o quarto do bebé.
Olhamos para o enxoval do bebé, que já passou pelos irmãos, e embora coçadinho, vai ter de dar.  Instalamos uma TV no quarto dos miúdos. Nunca vão ter piercings antes dos 16 anos. A Dora e o Ruca estão por todo o lado….
O bebé nasce. E há-de ir para o infantário.
Este filho vai fazer-nos perceber a quantidade de amor de que um coração humano é capaz. Vamos olhar para os mais velhos com outros olhos, e perceber o doloroso que é estar longe deles. Vamos olhar para o nosso marido e ficar eternamente gratas por estes três maravilhosos filhos que ele nos deu, e desculpá-lo por (quase) tudo o resto. A nossa vida é agitada, confusa e barulhenta, alguns  gritos, frustrações e muito amor. Teremos muitos daqueles momentos de cortar a respiração, aquelas experiências únicas, aqueles dias fantásticos que fazem com que nunca nos venhamos  a arrepender das escolhas que fizemos.
traduzido e adaptado por
Up To Lisbon Kids,
artigo original de Shannon Meyerkort
@Scay Mommy

8 de abril de 2014

Resumo da (re-)adaptação da primeira semana de creche

Faz hoje uma semana que o meu bombocas regressou à creche. Entrou para a creche em Setembro, poucos dias antes de completar 5 meses, e na altura correu lindamente. Ficava bem. Ia sorridente para o colo da educadora ou das auxiliares e passava muito bem o dia. A partir de Novembro, e por estar sempre doente, já passava mais tempo em casa comigo do que na creche. Em Janeiro saiu da creche e só voltou na semana passada, dia 1 de Abril. 

Quando íamos buscar o mano e visitámos o berçário ele sorria e ia lá para dentro de bom grado, mas tudo mudou desde que voltou para lá.

E é bem verdade que quando eles são pequeninos é mais fácil. A adaptação à creche custa-lhes menos. 

Quando foi em Setembro nunca chorava quando o entregava, agora faz caretas, agarra-se a mim e chora... Chora tanto que até entra em apneia. E eu fico com o coração aos pedaços. Durante o dia chama mamã e aponta para a porta. Fica feliz quando vê o irmão, mas quando o mano vai embora ainda é pior. Hoje a educadora disse que ele já passa melhor o dia e comprou-o à chegada com uma Bolacha Maria. Come muito bem e lá vai dormindo as sestas, com algum mimo à mistura. 

Por causa da nossa nova rotina e do meu horário de trabalho o Afonso toma banho mais tarde, janta mais tarde e vai dormir às 8 e pouco, de modo a eu estar também um bocadinho com ele. (Quando estava em casa comigo deitava-se às 19h/ 19h30) Está exausto e quando lhe pego ao colo para o colocar na cama, aninha-se logo na fraldinha ao meu pescoço. (Tão bom!) Quando o deito, enrosca-se na fralda e adormece até de manhã.