30 de janeiro de 2015

Colecção "O Lobo"

Ainda não tinha partilhado com vocês a alegria que os meus filhos tiveram quando receberam esta magnífica caixa de livros com o maravilhoso peluche. Os livros são super coloridos e as histórias são pequeninas e amorosas. O peluche é a coisa mais querida do mundo e eles adoram as histórias. Aqui fica uma sugestão de leitura. Espreitem a página da editora, a Zero a Oito.
E é de facto para mim uma alegria muito grande sempre que aumentamos a biblioteca dos mais pequenos e que lhes aguço ainda mais o gosto pela leitura. Gostei muito desta notícia do Público e, de facto, para mim é fundamental criar o gosto e a paixão pelos livros. Eu adoro contar-lhes histórias. É o nosso momento antes de dormir. Nem todos temos de ter esta paixão. O meu marido prefere correr e saltar com eles e não adora contar histórias, mas é bom que haja alguém  (a avó, tia, educadora, primos...) que lhes mostre a magia dos livros.

Adorei este artigo: "É preciso libertar as mães"

Leiam e depois digam de vossa justiça.  É tão verdade, não é? É tão bom dar colo e mimo. Sentir que basta a nossa presença, um suave "a mãe está aqui" para eles voltarem a dormir, saber que o nosso beijo cura os dói dóis, que o mimo não estraga e que eles gostam do colo da mãe porque é o melhor do mundo e não porque são manhosos...

É preciso libertar as mães


É preciso libertar as mães da pressão de que têm que saber logo tudo. Ou que têm que acertar à primeira.
É preciso libertar as mães das teorias. É preciso libertar as mães das tabelas com horas. Das aplicações de telemóvel que apitam a avisar que é hora do bebé comer. Ou de mudar a fralda. Ou de dormir. É preciso libertar as mães dos palpites e conselhos que as fragilizam. Dos “especialistas” e seus métodos “infalíveis”. De todos aqueles que paternalisticamente lhes dizem, ainda que mais ou menos subtilmente, que estão a fazer tudo mal.
É preciso libertar as mães da pressão de que têm que saber logo tudo. Ou que têm que acertar à primeira.
É preciso libertar as mães da ideia de que os seus bebés não sabem nada. De que precisam de ser orientados em tudo. De que os bebés não sabem o que é melhor para eles.
- Os bebés sabem sim o que é melhor para eles. E o melhor para eles em quase todas as situações é estar junto à mãe. Por isso o pedem.
- É preciso libertar as mães da ideia de que o bebé precisa de “aprender a dormir”. Ou a “autoconsolar-se”. Ou que é preciso incentivar o bebé a ser autónomo mal sai da barriga.
Sim, o bebé será autónomo um dia.
Provavelmente no dia em que deixará também de ser isso mesmo: um bebé.
(e esse tempo chega tantas vezes rápido demais)
Mas, para já, este é o tempo para estarem juntos. Os bebés humanos não são, por determinação biológica, autónomos. Eles precisam das mães.
- Há muitos motivos para ser assim. Entre eles conta-se a sobrevivência da espécie. Mas falaremos melhor sobre isso noutra ocasião.
Para já, é preciso dizer às mães que os bebés precisam delas porque é mesmo assim. Não porque a mãe esteja a fazer algo de errado. E é preciso libertar as mães do medo dos “vícios e das manhas” para que o colo que o bebé lhes pede não lhes pareça uma prisão.
É preciso libertar as mães de quem acha, mais ou menos dissimuladamente, que os bebés são pequenos seres manipuladores. É preciso libertar as mães da pressão “para não ceder”. É preciso libertar as mães da ideia de que um choro de fome é mais importante que um choro assustado que pede colo ou aconchego no meio da noite.
E é preciso.. não… é urgente libertar as mães da desconfiança para com os seus bebés.
Porque ninguém se apaixona desconfiando.
Porque no fundo, o que é preciso é libertar o coração das mães.
Só assim, sem medos nem reservas, o coração das mães poderá ser tão inocente como o coração dos seus bebés.
Então depois, depois de libertarmos o coração das mães, é preciso libertar-lhes os braços. Libertá-los das tarefas domésticas que possam ser feitas por outros. Libertá-los da pilha de roupa para engomar. Libertá-los das visitas que esperam lanche.
Libertar os braços das mães é urgente.
Porque se os braços das mães estiverem libertos, elas terão muito mais vontade de os colocar em volta dos seus bebés.
E o olhar das mães. Também é preciso libertá-lo porque, para que tudo melhore, as mães precisam de um olhar disponível para os seus bebés. Nenhum livro, nenhum manual de instruções, poderá alguma vez falar do nosso bebé, como nos falam os seus pezinhos, as mãos, as bolhinhas no canto da boca, as caretas quando está zangado, a testa franzida quando está a ficar com sono, os estalinhos da língua quando quer mamar ou os barulhinhos que faz enquanto dorme.
As respostas estão todas ali. É ali que devemos procurá-las.
É preciso libertar as mães.
Porque quando uma mãe é finalmente libertada de tudo o que não a ajuda a ligar-se ao seu bebé, acontece a magia.
Acontece a confiança para fazer o que se acha melhor.
Acontecem as respostas às perguntas que nos atormentam: Será que tem fome? Será que tem sono? … Será que eu vou ser capaz?
Sim as respostas chegam.
Mas só, quando, finalmente em liberdade, as mães conseguem escutar e entender a linguagem secreta entre si e os seus bebés.
E saberão que ser mãe não é uma lista de tarefas.
Não é um método.
Não são certos nem errados.
Somos nós.
Diferentes, é certo.
Com medo, por vezes.
Mas ainda assim.
Nós.
Inteiras. Confiantes.
Nós com o nosso bebé nos braços.
Autora: Constança Ferreira – Terapeuta de Bebés e Conselheira de Aleitamento Materno OMS/Unicef
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Para animar o filhote pintarolas com varicela

O filhote grande quis convidar um amigo da sala da escola para vir connosco para casa ao final do dia para brincar e jantar connosco. Falei com a mãe dele e ficou combinado para hoje. Ontem voltámos a falar. Como ele já teve varicela em Dezembro podíamos manter o programa. O meu ficou delirante, que nada como mimo extra e brincadeira para esquecer os males da varicela. E o amigo está super entusiasmado com o programa. O jantar (lasanha) foi pensado para o convidado especial de hoje também gostar. Quero é ver a cara do meu besnico pequeno quando logo em vez do mano trouxermos o amigo do mano! Espero que seja um super programa e que eles brinquem e se divirtam muito! É tão bom receber os nossos amigos em nossa casa, não é? Pena tenho eu de não ter tempo para fazer um bolinho... Depois conto tudo.


Desafio Berra-me Baixo#14

Hoje de manhã deixei o mais velho a dormir (a avó estava lá em casa para tomar conta dele), fui levar o Afonso à creche, estive 45 minutos no trânsito, mas depois sentei-me no cabeleireiro. Lavaram-me e massajaram-me a cabeça e cortei o cabelo. Adoro cortar o cabelo e adorei o resultado. E isto foi uma óptima maneira de começar o dia. E de cabelo bem cortado, olhos pintados e batom nos lábios tudo parece mais fácil... E quando nos sentimos bem e felizes gritamos menos, não acham?

29 de janeiro de 2015

Custa deixar os filhos doentes...

... Mesmo quando sabemos que eles estão bem entregues e a ser bem tratados, neste caso pela minha mãe, mas eu estava a trabalhar a partir de casa há uma semana, e apesar da minha chefe me ter posto completamente à vontade (dado o panorama da minha família com um filho queimado e outro cheio de varicela)  para continuar a trabalhar a partir de casa, achei por bem vir até ao escritório. Olá, estou aqui... E para a semana tenho nova consulta com o Afonso nos queimados e nunca se sabe que surpresas mais podem acontecer (a probabilidade dos irmãos apanharem varicela é de 80% e no caso do Afonso, com o braço queimado, o caso é ainda mais grave, até porque os segundos casos são mais intensos… e eu não quero nem imaginar o que é que pode ser mais intenso que a dose de varicela do meu amor mais velho). Para já, o pequeno Afonso está a recuperar bem. As crianças têm uma capacidade maravilhosa de dar a volta! Ontem envolvi-lhe o braço e a mão toda com glad e dei-lhe um duche muito bom, com muito cuidado para não molhar as ligaduras. E hoje lá foi todo cheiroso para a escolinha a chamar pela Inê (que é a Inês, a paixão dele da salinha).

O Atarax fez efeito



Ontem à noite dormeceu mal caiu na cama. Passado duas horas acordou. Ou seja, acordou a coçar-se e a chorar, mas não dizia coisa com coisa, estava a dormir. Levei-o ao colo à casa de banho. Voltei a deitá-lo, acalmou e adormeceu. Eu acordei a meio da noite e ele dormia na minha cama, entre nós. Parecia tranquilo. Abençoado Atarax. Hoje acordou choroso, até porque sabia que a avó ia ficar com ele porque eu hoje tinha de vir ao escritório, mas quando saí ele estava bem. O que faz mais impressão são os olhos, porque estão muito inflamados e cheios de borbulhas nas pálpebras e ontem o médico de família disse que se piorasse tinha de ser visto por um oftalmologista. Vamos ver como corre o dia de hoje. Está a sofrer tanto o meu pequenino grande… E o que ele já emagreceu com esta varicela. Pesou-se ontem no centro de saúde e tem 11 quilos. 5 anos e 11 quilos… Estão a imaginar a magreza.

28 de janeiro de 2015

O terror da varicela

Os primeiros dois dias foram tranquilos, mas ontem ao início da noite o caso mudou de figura. Começou uma coceira monstra e ele começa a ficar desesperado. Quis dar banho com maizena, mas ele não quis. Não conseguiu adormecer. Esteve a noite toda acordado. Vio para a nossa cama a ver televisão com o meu marido a soprar as borbulhas. Um desespero para ele não se coçar. De manhã liguei logo para o centro de saúde. Agendaram-nos consulta para a hora de almoço. Ele estava cada vez pior. Tem borbulhas na boca, dentro da boca, nas pálpebras... Não tem um milímetro de pele que não esteja em borbulha. E muitas estão em ferida porque ele coçou ontem à noite. Para o tentar animar passámos no MacDonald's, mas ele estava sem fome e mal comeu. Fomos vistos pelo médico de família, que o tinha visto na segunda feira, e receitou-lhe Atarax e o creme Pruriced da Uriage, mas nem imaginam o que ele grita com o creme. Parece que o estamos a matar. Nunca o tinha visto tão transtornado. Estava colérico enquanto eu lhe punha o creme, gritava, esperneava, batia-me com dores... Esteve a chorar uma boa hora depois de lhe pôr o creme, mas eu percebi que quando passou o ardor ele estava mais aliviado, mas ele só de falar no creme começa aos gritos e a chorar... Ai, coitadinho. Felizmente o Atarax fê-lo cair redondo na cama. Esperemos que se aguente a noite toda, que ele não dormiu a noite passada nem hoje durante o dia e está mesmo a precisar de descansar.

27 de janeiro de 2015

Explicar que as famílias são todas diferentes, e que nem todas as madrastas são más!

A minha mãe levou o pequenino ao parque para eu trabalhar e eu troquei o escritório lá de dentro pela sala para poder estar com o mais velho enquanto ele se torna num especialista em playstation. do nada. Diz-me ele.
Filho: A avó da B. trabalha aparece na televisão. Foi ela que disse. (A B. é a filha mais velha da minha amiga que estava cá no domingo no lanche do acidente com o chá do Afonso).
Eu: Não é a avó, filho. É a madrasta.
Os olhos dele arregalaram-se.
Filho: Madrasta?! E é velha e má?
Eu: Não, querido. Até é bem gira. Anda cá ver.
Google e já está. Ele vê.
Filho: Os (que estiveram cá em casa) não são os pais dela?
Eu: A mãe sim, o pai não.
Filho: Quem é o pai?
Google e já está. Ele vê.
E a M.? (a filha mais nova) Também é filha desses?
E eu lá lhe expliquei como que às vezes os pais casam, têm filhos, mas depois separam-se, mas que mais tarde voltam a casar, voltam a ter filhos... A M. é filha dos "tios" que estiveram cá em casa e a B. é que é tem um pai diferente. (É engraçado que eles agora começam a falar entre eles, a fazer perguntas e a exigir-nos respostas)
Eu: percebeste?
Filho: Muito bem. 
E lá foi jogar playstation.

É que no nosso círculo familiar - que por acaso é bem grande - não há divórcios e segundas famílias. Ou melhor, na geração mais velha até há um ou outro caso, mas para ele, a família que vê é a que existe e nem sabe se há mais filhos ou outros maridos e mulheres.  E no nosso grupo de amigos, também não há divórcios nem separações, à exceção desta amiga. E mesmo os amigos da escola dele têm todos os pais casados... 

É engraçado como eu ainda me lembro bem da minha primeira amiga que era filha de um segundo casamento e tinha irmãos do lado da mãe e do pai e da mãe e da confusão que aquilo me fez e do tempo que demorei a entender. Tinha uns 6 anos, mas nunca mais me esqueci. Era uma grande amiga das férias de verão que reencontrei já depois de casada por ser a melhor amiga do melhor amigo do meu marido. E como o mundo é pequeno...



A Playstation é a melhor aliada contra a varicela

Não contra a varicela, mas contra as comichões malditas e aquele mal estar que os miúdos têm. É impressionante, mas se ele está incomodado e com vontade de se coçar eu digo que ele pode jogar um bocadinho de playstation e ele começa a jogar ainda a mexer-se com as comichões, mas um minuto depois já se esqueceu que está cheio de varicela! É que ele está mesmo carregadinho de borbulhas. Enfim, faz parte. É esperar que passe depressa. 

Consulta na Estefânia

O dia começou na consulta dos queimados no Hospital Dona Estefânia. Fomos rapidamente atendidos por uma médica com 34 anos de serviço, ali no hospital. E ela começou logo por nos por na ordem. Diz que nós (tal como os filhos dela da nossa idade com os netos) facilitam. Como é que bebem café com as crianças ao colo?! É porque não trabalham aqui como eu! São tão estúpidos os acidentes com as queimaduras. Dizem que eu sou psicótica e odeio chá, café e sopas quentes, mas haviam de trabalhar aqui e eram como eu. Muita atenção em casa! E ela tem razão. Nós às vezes facilitamos. O bule estava ao alcance dele e não devia... Claro que não podemos ter sempre os olhos em cima deles, a super protecção é um erro, e que eles têm de viver e de aprender, mas nós temos a obrigação de os proteger e, acima de tudo, evitar estas coisas. É que basta uma fracção de segundos para o mal estar feito, mas depois as queimaduras são processos muito dolorosos e que demoram muito tempo a recuperar. Gostei muito da médica e ela tem toda a razão. E às vezes é preciso uma coisa destas (que dentro do que poderia ter sido, não é de uma gravidade extrema e está a recuperar bem) para que eles sejam menos afoitos e nós mais cautelosos. Eu só digo que ainda bem que aconteceu ao meu e não à mais nova da minha amiga (que tem 16 meses). Em última análise eu é que tinha ali posto o bule...

Adiante. Mais uma vez foi um valentão na consulta. Tiveram de lhe rebentar uma bolha de ar, mas ele nem refilou. Fizeram um penso com um remédio especial e um silicone próprio, tudo bem atado com uma ligadura e uma rede. O mais importante é não molhar a ligadura. De resto, vida normal e volta lá para a semana para ser reavaliado e para fazer novo penso. Algum problema com este penso ou ligadura e é ir para a Estefânia, que no centro de saúde não têm estes materiais específicos que lhe puseram.

Continua bem disposto e sempre nas macacadas com o mano. Não tem dores, mas é possível que venha a ter comichão. Temos de tentar impedir que ele coce. E amanhã regressa à escolinha para recuperar a rotina. E é rezar para que não apanhe a varicela do mano, que não dava jeito nenhum...

26 de janeiro de 2015

Ementa Semanal

E apesar do caos que está instalado em minha casa é preciso alimentar as tropas, apesar dos pequenos soldados se recusarem quase sempre a comer. Eu continuo a insistir em refeições equilibradas e saborosas que eles gostam, ou gostavam... Agora também fazemos almoços, mas ou são sobras, ou douradinhos ou ovos rápidos... E sopa e fruta, claro. 

Ementa
Segunda feira
Penne com salmão e queijo creme, daqui


Terça feira
Entrecosto assado no forno com arroz e esparregado

Quarta feira
Moussaka, daqui

Quinta feira
Almôndegas no forno com mozzarela, daqui.
Sexta feira
Pernas de frango no forno com tomate, cogumelos frescos e natas com esparguete a acompanhar

Sábado
Hambúrgueres feitos por mim. (Misturo a carne picada com uma fatia de pão de forma embebida em leite. Depois passo-os por farinha. Numa frigideira frito o alho e depois faço os hambúrgueres, deitando um pouco mais de leite.  Deito umas gotas de molho inglês. Graças ao pão e ao leite a carne fica muito macia e o molho muito bom.

Domingo
Esparguete Nero de Sepia com camarões e cogumelos frescos e molho de natas e açafrão.

Desafio Berra-me Baixo#13

Por aqui, não tem havido berros nem gritos. Depois do último berra-me de sábado não houve mais berros, nem discussões, nem birras nem gritos. Talvez por causa da varicela do mais velho e da queimadura do mais novo aqui o mote é mimo e beijos, muitos beijos. Estou completamente empenhada em que eles não tenham dores e a brincar com eles, para minorar o facto de estarem os dois doentes. Estes dias assim não contam porque estes dias são só para os estragar com mimos, e é isso que eu estou a fazer. Tem havido chocolates, chupas e playstation durante a semana, porque enquanto está com o comando na mão não coça as borbulhas:-))) 

Um obrigada ao SNS

Ontem na Estefânia o Afonso não podia ter sido melhor atendido. Rapidamente, com carinho e com excelentes profissionais que avaliaram logo a situação e cuidaram bem dele. Hoje de manhã liguei para o meu centro de saúde e consegui logo marcar uma consulta para esta tarde com o nosso médico de família para ver o filhote mais velho e para a enfermeira fazer o penso do Afonso. Ficou tudo marcado e à hora prevista lá estávamos e fomos muito bem atendidos. O filhote grande foi logo medicado para a varicela e depois fomos à sala de tratamentos. O mais velho insistiu que queria ver a queimadura do mano. Deixei-o ir e ele ficou impressionado com as feridas em carne viva e com a bravura do irmão, que se aguentou estoicamente (para espanto dos enfermeiros, tal como tinha acontecido ontem) enquanto descolavam as compressas e desinfectavam a queimadura. Nunca chorou, o pequenino, e eu sentia-o a ter dores quando lie mexiam e ele reagia, ao meu colo. Eu disse: o pequenino sai ao mano grande, que também é muito corajoso. E diz o grande: se fosse comigo, acho que não aguentava tão bem... Tão querido. Lá fizemos tudo e regressámos a casa, mas pelo caminho, entre a padaria e a farmácia o Afonso fez o que não podia: conseguiu arrancar as ligaduras que lhe ligavam o braço todo. Já se via a queimadura. Volta a correr para o centro de saúde e fazer tudo outra vez... Ele também tinha tentado tirar a ligadura que lhe fizeram na Estefânia, mas elas lá estão mais habituadas a estes piolhos terroristas e fizeram aquilo à prova de mãos pequeninas e habilidosas! Amanhã temos consulta nos queimados. Vamos ver como corre, mas estou optimista. A queimadura está com bom aspecto e sem sinais de infecção. E isso já é muito bom. Isso e ele não ter dores e estar sempre bem disposto e aos pinotes. As crianças têm de facto uma magia e uma força muito especiais!

O Melhor do meu dia

Apesar da varicela e da queimadura no braço os meus filhos estiveram bem dispostos e sem dores, e com doses super extras de mimo! Estiveram bem, brincaram e adormeceram felizes e tranquilos. E isso acalma este coração de mãe, que está a tentar não se baralhar no meio de tanto brufen, ben u ron, zyrtec, sopas com farinha maizena para aliviar a comichão e trabalho para entregar!

8 semanas sem fumar!

Hoje está a ser mais difícil e apetecia-me imeeeeeeeeeeeeeeeeeenso um cigarro!!! Vou ver se me consigo controlar. Mas é a vez que me está a custar mais. Está a custar mesmo muito!

25 de janeiro de 2015

Basta um segundo de distração...

... e os acidentes acontecem. Não vi o Afonso a ir agarrar no bule de chá a ferver e bastou um segundo para ele entornar o bule inteiro para cima do braço. Só quando ouvi os gritos percebi. Despi-o de imediato e água fria, mas a pele começou logo a empolar. ele gritava, guinchava de dor, eu sufocava de dor por dentro. O Alexandre em pânico com o mano. O meu marido a ajudar com a água fria. Uma amiga a tentar tranquilizar as filhas pequenas, em pânico com a gritaria e a correria (estávamos a lanchar em minha casa e eu estava com alguma pressa para ir à missa pelo segundo ano da morte do meu querido e doce e eterno avô Zé). Liguei ao pediatra que mandou ir logo para a Estefânia que tem grandes especialistas em queimados. A minha amiga foi comigo, deixámos os pais e as restantes crianças a brincar. Na Estefânia, mais uma vez, foram impecáveis. É que nem esperámos 10 segundos para ele ser logo visto por um enfermeiro e reencaminhado para a cirurgia para ser visto por um cirurgião. As queimaduras são de primeiro e segundo grau, não muito graves, mas não quer dizer que não evoluam. Porque a queimadura é evolutiva e mesmo depois de já não estar em contacto com o quente continua a queimar por dentro. Amanhã vai fazer penso com Biafine ao Centro de Saúde e na terça volta à Estefânia para a consulta dos queimados. E o meu filho foi um campeão no hospital. Coitadinho... Cheio de dores, com o braço em carne viva, mas deixou desinfectar e aplicar o Biafine e fazer o creme. Veio todo entrapado com uma rede para evitar que ele tire os pensos. O mano recebeu-o com abraços. Comeram chupa chupas e tiveram mimo extra... E amanhã quando for fazer o penso ao centro de saúde levo o mais velho para ser observado, porque reparei que lhe apareceram umas borbulhas no corpo. Não tem febre e está super bem disposto, mas que tem borbulhas, tem... 

Desafio Berra-me Baixo#12

O jantar de sábado foi calamitoso. Correu mal. Eles estavam como sempre, sem fome e a fazer asneiras. Eu estava com pouca paciência, o lombo de porco não cozinhou completamente, a minha sobrinha que vinha tomar conta deles para eu e o maridão irmos ao cinema estava atrasada e pum!!! Não foi só o falar alto, foi irritar-me à séria com os meus filhos. Enervar-me. Irritar-me com o meu marido. Já era eu que estava a fazer birra. Não os podia ouvir chorar. Estava doida porque eles não comiam. O Afonso atirava comida. Eu perdi a fome, perdi a vontade de ir ao cinema e só me apetecia fugir dali, sozinha. E disse-o. E ficámos todos mais chateados. Eles não comeram melhor. Eu ganhei uma camada de nervos. O meu marido ficou magoado comigo. A sobrinha chegou. O jantar acabou. Os ânimos aclamaram. E eu e o meu marido fomos ao cinema e empaturrei-me com um pacote de pipocas doces do Pingo, que levei na carteira. E estraguei tudo ontem... Foi horrível. Foi um descontrolo, mas eu já não sei que estratégia usar para as nossas refeições. A sério. Hoje não vou insistir. Não quer comer, não come. Tira-se o prato e fica à mesa. O mais velho tem tenpo. Toca o relógio e o que não tiver comido, não come. Não dá para continuar a implorar que eles comam. Então o mais pequeno que era uma boca santa... Só faz asneiras. E ontem eu não consegui controlar os meus nervos e foi em espiral...

23 de janeiro de 2015

Vem aí o fim de semana!

E com sol! Muito sol. Vai dar para lavar e estender muita roupa e levar as crianças a correr no parque e a andar de bicicleta. O Afonso, então, há uma semana fechado em casa está sempre a ir pôr o gorro para ir à rua. Uma amiga minha é que diz que as crianças são como os cachorrinhos e que têm de ir à rua... Uns precisam de fazer as necessidades os outros precisam de gastar energias. E é verdade:-) Faz-lhes bem correr, saltar e cansarem-se ao ar livre. Eu adoro começar a manhã de sábado no parque com eles. Sabe mesmo a fim de semana. E deixo-vos 4 sugestões de parques infantis que eu adoro em Lisboa:

Mata de Benfica - Parque Silva Porto - recentemente recuperado. Está fantástico. No verão, então, é obrigatório porque tem imensas sombras deliciosas que permitem fugir ao calor da cidade. Espreitem aqui.

Jardim infantil do Parque Eduardo VII, mesmo ao lado da estufa fria. É muito giro. O meu filho mais velho delira com o slide e o mais novo com a casa do barco cheia de areia e pedrinhas para brincar. Os equipamentos estão em óptimo estado e tem uma zona grande para piqueniques. 

O Parque do Alvito é um clássico da minha infância. Lembro-me de lá ir com o meu querido avô Zé e lembro-me do eléctrico, do avião e de umas oficinas onde trabalhávamos o barro. Este parque é enorme e está muito bem dividido por idades, mas também por ser enorme eu não me aventuro a ir sozinha com os dois porque é fácil perder um de vista. Por isso, só quando estamos os quatro é que eu os levo até lá. Todos devem conhecer, mas se não conhecem espreitem aqui.

Mesmo aqui ao lado, está o renovado Parque Bensaúde, que merece uma visita de todos. Se não conhecem, espreitem aqui, mas o melhor melhor é dar lá um salto. 

E depois ainda temos a sorte de ter três parques pequeninos perto de casa que são óptimos para ir durante a semana depois da escola, naqueles dias com sol em que eu os consigo ir buscar mais cedo e eles descem no escorrega e andam no baloiço e ficam todos contentes. Gosto de andar com eles ao ar livre e eles também adoram.

Bom fim de semana!! 

Só tem 5 anos, mas já é tão rapazinho

Ontem pediu-me para eu convidar um amigo da escola para vir connosco da escola, brincar, tomar banho e jantar. Eu falei com a mãe dele e ela disse logo que sim, só não poderia era só hoje que o filho tinha médico depois da escola. Mas marcámos já para a próxima sexta feira, sempre com a reserva de confirmação em cima da hora que isto com as crianças não vale a pena fazer planos a longo prazo. Mal acordou de manhã perguntou logo se a mãe do J. tinha respondido ao email e eu disse que sim, tínhamos falado, mas ele hoje não podia, mas que podia para a semana. Pequena birra. Mas lá o fiz ver que o bom era que a mãe tinha deixado e que assim ele tinha uma semana para saber o que é que o J. gostava  para eu fazer um jantar ao gosto da criançada. "é que sabes, mãe, o J. ainda é pior do que eu para comer..." Eu sei, filho, mas estou disposta a aceitar o desafio. E é giro ver que eles estão a ficar crescidos e que querem fazer programas com os amigos da escola. Já cá vieram alguns passar a tarde e eu gosto que o meu filho saiba que a nossa casa estará sempre aberta para receber os amigos dele. Não todos, claro, que meninos mal educados cá em casa não entram. E o meu filho sabe porque nos anos dele um dos meninos gritou comigo e foi mal educado e eu avisei logo o meu filho que cá a casa o amigo não vem. E o meu filho chorou e esperneou, gritando que gostava muito dele, mas depois percebeu. Não o impeço de ser amigo de ninguém na escola e ele até já foi a casa desse amigo, mas meninos que gritam com adultos e que guincham, não obrigado. Agora o J. e a maioria dos meninos e meninas da sala dele são impecáveis. Conhecemo-nos todos desde o berçário e da sala do ano e dou-me bem com os pais e com as mães e isso é óptimo porque permite que eles convivam fora da escola, como até nós, mãe, fazemos e até já fomos jantar fora.

Varicela



Pois é. Parece que ainda aí um novo surto de varicela. Partilho convosco a informação que recebi das educadoras dos meus filhos. E para os pequeninos que já estão infectados, deixo-vos uma sugestão de leitura que os pode animar: "O Ruca Fica Doente" com varicela! Depois de ter lido este livro ao meu filho, fiz como a mãe do Ruca e comprei autocolantes à bolinhas para ele colar nos bonecos quando tivesse varicela... E isto foi há uns 3 anos, num dos primeiros surtos de varicela na escola. Os autocolantes continuam à espera, mas até agora ainda ninguém apanhou varicela... Será que é desta?

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Varicela
A varicela é uma doença frequente e se não for tratada atempadamente pode ter consequências graves. Conheça pois as perguntas e as respostas fundamentais acerca desta doença.
O que devo fazer se penso que o meu filho tem varicela?
Se pensa que o seu filho foi infectado, consulte de imediato o seu médico. O diagnóstico desta doença é normalmente simples, e quanto mais cedo a varicela for identificada, mais cedo um tratamento poderá ser considerado. Tratar precocemente a doença é importante, para reduzir os sintomas da criança. A maioria das crianças com varicela não tratada desenvolve uma média de 200 a 300 vesículas durante o curso da doença.
O que é a varicela?
A varicela é uma doença de infância muito vulgar, todos os anos afecta dezenas de milhar de crianças em Portugal, especialmente durante o Inverno e Primavera. É causado pelo vírus varicela-zoster, um membro da família do vírus herpes, o mesmo que causa herpes zoster (zona).
Uma vez debelada, a varicela normalmente não reaparece, no entanto, o vírus permanece alojado no tecido nervoso como que adormecido (não activo), podendo reactivar-se mais tarde, causando zona.
A varicela é perigosa?
Quando se detectam os primeiros sintomas, é difícil prever até que ponto a varicela do seu filho poderá ser grave. Apesar da doença não ser normalmente perigosa em crianças saudáveis, causa mal-estar e pode levar ao absentismo das crianças à escola e dos pais ao emprego.
Em crianças mais velhas e em especial nos adultos, os sintomas são geralmente mais graves e podem originar outros problemas.
Existem complicações associadas à varicela?
Apesar de raras, podem ocorrer infecções bacterianas, encefalite e pneumonia.

Quais são os sintomas da varicela?
O primeiro sintoma é a febre ligeira. Um ou dois dias mais tarde aparecem manchas vermelhas primeiro no couro cabeludo e espalhando-se mais tarde pela cara, tronco, axilas, braços, pernas, boca e por vezes na traqueia e brônquios.
A criança pode também queixar-se de dores de cabeça, dores de garganta, dores de estômago, cansaço e perda de apetite.
Qual o aspecto das borbulhas?
São pequenas e vermelhas, provocam comichão e transformam-se em bolhas num curto espaço de tempo (poucas horas). Estas bolhas cheias de líquido (vesículas) secam e formam crostas em alguns dias.

Quanto tempo duram as borbulhas?
Normalmente ao fim de 5 dias deixam de aparecer novas borbulhas. A maioria forma crosta em 6 a 7 dias.
As borbulhas deixam cicatrizes?
Por vezes. É mais provável a formação de cicatrizes se as borbulhas infectarem.
É importante evitar, dentro do possível, que a criança se coce para prevenir a infecção das borbulhas e o aparecimento de cicatrizes.
Como posso impedir que o meu filho coce as borbulhas?
Mantenha as borbulhas limpas e secas, use loções calmantes e dê banhos de água morna de 4 em 4 horas nos primeiros dias. Limpe a criança aconchegando a pele, evitando esfregar. Deve manter as unhas da criança curtas para prevenir eventuais infecções e cicatrizes.
E os meus outros filhos? Devo mantê-los afastados do que tem varicela?
Se os seus outros filhos ainda não tiveram varicela, existe uma elevada probabilidade (80 a 90%) de contágio pelo irmão.
Se forem saudáveis, é geralmente melhor que tenham a doença já. Assim estarão protegidos de contrair varicela mais tarde, podendo a doença ser então mais grave. Se o seu filho tem problemas de saúde e foi exposto à varicela, consulte o seu médico imediatamente.
Posso contrair varicela a partir do meu filho?
Sim, se nunca teve a doença antes. No entanto, a maioria das pessoas teve varicela antes dos 10 anos.
Se nunca teve varicela, ou não tem a certeza, deve sempre que possível, evitar o contacto com a criança infectada.
Contacte o seu médico assim que possível se acha que foi exposta ao vírus.
Existem outras situações em que a varicela pode ser perigosa?
A varicela é uma doença grave nos adultos. Uma mulher grávida pode estar sujeita a um risco ainda mais elevado no que respeita ao aparecimento de complicações, devendo evitar a exposição à doença, devido ao risco que isso constitui para o feto.
A varicela é também grave para aqueles com um sistema imunitário enfraquecido.
Devo manter o meu filho afastado de um adulto infectado com varicela?
Pelas razões expostas anteriormente, se o seu filho for saudável, provavelmente será melhor permitir a sua exposição ao vírus da varicela, através do contacto com a pessoa infectada.
O vírus que infecta a criança é o mesmo que infecta o adulto.
Como ocorre a transmissão da varicela de uma pessoa para outra?
O vírus é transmitido pelo ar, quando a pessoa infectada tosse, espirra, ou fala, ou pelo contacto com as lesões do doente.
Qual o período de incubação?
Cerca de 14 a 15 dias contados a partir do contacto com a pessoa infectada.
Durante quanto tempo a varicela pode ser transmitida a outra pessoa?
A varicela é contagiosa, desde aproximadamente 10 dias após a criança ter sido contagiada, até todas as bolhas se transformarem em crostas.
Qual é o tratamento para a varicela?
Existe um medicamento específico para a varicela, que ajuda de forma substancial à redução da duração da doença, permitindo que a criança se sinta melhor num espaço de tempo mais curto.
Lembre-se que apenas o médico pode determinar se este medicamento é ou não o mais indicado para o seu filho.
Tenha também em atenção que o tratamento deve ser iniciado o mais rapidamente possível.
Alguns medicamentos podem ser utilizados para combater os sintomas da doença, no entanto não diminuem a sua duração.
O ácido acetilsalicílico não deve ser usado no tratamento da febre e dores durante a varicela, em crianças.
Outros cuidados.
Se a criança apresentar lesões na boca, pode ter dificuldade em se alimentar.
Nesta situação deve dar-lhe bebidas frias e alimentos moles e fáceis de engolir.
Evite tudo o que seja ácido, como sumo de laranja, ou salgados.As lesões na área genital podem ser dolorosas. Cremes anestésicos podem ser indicados nestas situações. Aconselhe-se junto do seu médico.
Outras questões?
Se tiver alguma dúvida que esta informação aqui apresentada não esclareça, coloque-a ao seu pediatra.
A responsabilidade editorial e científica desta informação é da Sociedade Portuguesa de Pediatria.