31 de março de 2015

Fui investigar sobre os medos das crianças aos dois anos...

Ando a tentar perceber estes medos do meu filho mais pequenino, e descobri algumas coisas interessantes que partilho com vocês.

Entre os dois e os quatro anos, a criança passa por uma fase de pensamento concreto, ou seja, acredita que o que vê é de facto real. A imaginação das crianças nesta fase é muito fértil e têm grandes dificuldades em distinguir o real do imaginário, o que acaba por criar gerar alguma ansiedade. É nesta altura que podem ter pesadelos que os levam a acordar em pânico. Cabe aos pais fazê-los perceber que se tratou apenas de um sonho, que não era real e deixar que sintam que vão ficar até que voltem a adormecer. Aos dois anos a criança é capaz de criar imagens mentais de pessoas, animais, mais assustadoras do que a realidade. O urso fofinho que durante o dia está no quarto e não coloca qualquer tipo de perigo pode, à noite, transformar-se num animal assustador. O importante é não brincar com os medos da criança porque, para ela, eles são muito reais. Gozar, do tipo “não sejas bebé”, só impedirá que a criança partilhe os seus medos consigo e só fará com que fique mais aflita. É afinal dos pais que esperam a protecção de que necessitam.  Importante é também passar a mensagem de que não há problema em ter medo, nem falar sobre eles quando isso é perturbador. Afinal, quando eram pequeninos, o pai e a mãe também tinham medos. Não é preciso dar demasiado ênfase à questão, mas mostrar empatia com o seu filho. Artigo completo, aqui.


Se seu filho costuma dormir bem e de repente acorda chorando, com cara de assustado, agarra-se a você e tem dificuldade de voltar a dormir, pode sim ter sido um pesadelo. Os pesadelos acontecem com mais frequência na segunda metade da noite, fase do sono em que os sonhos são mais comuns. É fácil confundir pesadelos com episódios de terror noturno. O terror noturno é menos comum, e normalmente ocorre na primeira metade da noite. No terror noturno a criança não chega a acordar, e não se lembra do incidente na manhã seguinte. Como posso ajudar meu filho depois do pesadelo? Em primeiro lugar, vá até ele quando ele chamar. Esse conforto físico faz diferença. Pegue-o no colo ou faça carinho até que ele se acalme. A presença de um objeto de segurança, como um boneco ou bichinho favoritos, ajudam a acalmar, assim como uma luzinha no quarto. Pense duas vezes antes de levar a criança para a sua cama. Você pode estar criando um hábito difícil de tirar, por isso é bom tomar a decisão já sabendo das consequências.
(Eu tenho-o levado para a minha cama, e o hábito não faz o monge. Se nestes dias ele precisa de mais mimo e de se sentir protegido, é isso que fazemos, até porque ele grita como se estivesse a ser esfolado. Vamos uns dias de férias e pode ser que a mudança da rotina ajude a quebrar este ciclo de pesadelos. Eu não sou a favor dos filhos dormirem connosco, eles adormecem sempre bem na cama deles, mas se estão doentes ou a precisar de um aconchego extra que lhes transmita segurança, é isso que lhes dou.) Fale com a criança e mostre que está tudo bem, que ela está segura e que você está com ela. Dizer que "foi só um sonho" não adianta muita coisa para acalmá-la, pois com essa idade ela ainda não percebe bem a diferença entre sonho e realidade. Artigo completo, aqui e aqui.

Contar uma história à noite, antes de dormir, é um óptimo hábito para combater medos. Mas, atenção! Saiba escolher as histórias, deixando de lado os monstros, as bruxas e os ladrões. Do mesmo modo, evite, tanto quanto possível, que o seu filho assista a programas violentos na televisão. Artigo completo, aqui.

Ontem ainda hesitei em contar a história da noite com medo que fosse a história dos piratas e princesas que eu lhes ando a contar, inventada por mim, que estivesse na origem dos pesadelos. Mas mal o deitei e apaguei a luz ele diz: "macaco impim" a pedir a história onde em homenagem a este meu filho que adora tudo o que metas macacos tem um macaco prelim pim pim! Resolvi contar, mas de forma muito suave e sem monstros nem ataques. É que eu tenho de conciliar dois públicos bem diferentes. Um de 5 anos que só quer é aventuras, piratas maus, barcos a arder, espadas e lutas com o besnico mais pequenino... 

Os medos mais comuns na infância:6 meses a 1 ano 
  • Separação das pessoas conhecidas;
  • Perda de apoio;
  • Quedas Animais;
  • Visitas ao pediatra;
  • Medo de dormir;
  • Ruídos fortes;
  • Luzes brilhantes.
2 anos
  • Estranhos;
  • Animais;
  • Descargas;
  • De separar-se dos pais
3 anos
  • Escuro;
  • Cães;
  • Barulhos;
  • Monstros;
  • Primeiras preocupações com a morte
4 anos
  • Animais;
  • Monstros;
  • Situações novas;
  • Temem que desejos de raiva contra os pais se realizem
5 anos
  • Fracasso escolar;
  • De se perder;
  • Abandono
6 anos 
  • Pessoas deformadas (temem que o problema aconteça com elas);
  • Chegar atrasado à escola;
  • Ser esquecido na escola;
  • Fracasso escolar;
  • Medo do erro;
  • De perder as pessoas queridas;
  • Da rejeição social
7 anos
  • Escuro;
  • Seres sobrenaturais;
  • De passar por ridículo;
  • Fracasso escolar;
  • Medo de errar
Fonte: Revista Pais&Filhos


O meu amor mais pequenino


Não sei o que se passa com o meu pequenino. Ontem quando cheguei à escola correu para mim e choramingou. Nunca tinha acontecido. As auxiliares da sala vieram-me dizer que ele esteve muito carente o dia todo, não brincava e só queria estar no colo, agarrado. Acordou a chorar na sesta e esteve triste o dia todo. O meu coração ficou pequenino. Abracei-o. Tentei perceber por palavras alguma coisa, mas ele limitava-se a fazer um beicinho triste. À noite, mais uma vez, veio para a nossa cama depois de acordar a chorar sem parar, e mesmo a dormir entre nós (e do mano que também apareceu, pelo que hoje tivemos lotação esgotada), acordou duas ou três vezes assustado e a chorar e a precisar de se sentir bem abraçado. Não estou a perceber e não sei o que é isto, não houve mudanças nem alterações, em casa está tudo perfeito...  

30 de março de 2015

Mudança da Hora - hora de verão



Pela primeira vez, tive de acordar os meus filhos para irem para a escola. Foi inédito. Um na minha cama e outro na cama dele, mas os dois ferradinhos a dormir às 8 da manhã. Claro, para eles ainda eram 7, e a hora biológica de acordarem é às 7h30. A caminho da escola ainda tentei explicar ao meu filho mais velho o que era a mudança da hora, mas ele depois disse: não estou a perceber muito bem, mas também não faz mal… achas que ainda chegamos a tempo de eu ir brincar para o recreio antes de irmos para a sala? Isso sim, é verdadeiramente importante para ele.

Terrores nocturnos



Há duas noites que o Afonso acorda por volat da uma e meia da manhã a chorar por mim, aos gritos, e a pedir colo. Quando o tento acalmar na cama, não consigo que ele pegue outra vez no sono e grita sem parar. Pego-lhe aio colo e ele agarra-se a mim com uma força, como se estivéssemos à beira de um precipício e ele não quisesse cair. Acalmo-o ao colo e tento deitá-lo de novo na caminha dele, mas ele está colocado a mim. É impressionante a força com que se agarra. Levo-o para a minha cama e ele adormece em cima de mim, agarrado a mim. Grudado, mesmo. Só quando adormece profundamente é que se vai soltando e fica a dormir no topo da cama nas nossas cabeças. E hoje à noite apanhámos um susto porque ele com os pés atirou os livros que eu tenho em cima das prateleiras mesa-de-cabeceira. O meu marido deu um salto porque achava que tinha sido o filhote a cair, mas não. Foram só os livros. Ele mexe-se muito e as noites com ele na cama são agitadas. Mas ele está mesmo com medos e pesadelos, e não há nada que o tranquilize mais como a cama dos pais. Quando passar esta fase, logo volta a dormir todas as noites na cama dele, como sempre fez. É uma fas em que precisa de um mimo extra. E nós estamos cá para lho dar.

Trapalhão das palavras

De repente, é como se tivéssemos ligado o botão do on e ele começou a falar tudo! Repete as palavras todas, responde sim e não às perguntas e parece um papagaio que não se cala. Está demais. Mas a verdadeira emoção foi ouvi-lo dizer o nome do mano. Foi chamá-lo à sala, a meu pedido, para irmos jantar e disse alto e bom som, e corretamente:o Alexandre. Foi uma emoção familiar. Tão querido, o besnico pequenino. É mais uma fase maravilhosa. E é muito engraçado ver o mano grande a puxar por ele. Hoje de manhã, no carro a caminho da escola, o pequeno disse qualquer cisa em Afonsês e diz o mano: fala como um homem! Tu já és um homem, és pequenino, mas és um homem!

29 de março de 2015

Corrida número 10

O início não começou bem, apesar do meu entusiasmo e da tarde maravilhosa que estava porque assim que comecei a correr senti uma dor de burro no lado esquerdo. Nestas 10 corridas nunca me tinha acontecido. Tive de ir alternando a corrida com a marcha, voltava à corrida e a dor tornava impossível continuar a correr. Mas não desisti porque ao andar não me doía. Ao fim de 4km a dor desapareceu e os restantes 4km já corri sem dores e só a aproveitar o sol, o meu tempo e os caminhos fantásticos que tenho descoberto nestas minhas andanças.


Domingo de Ramos

Em frente à janela do quarto dos meus filhos há uma igreja e o mais pequeno, desde que um dia a avó o levou à igreja, que está sempre a chamar o "Jezú" e  a mandar beijinhos ao "Jezú". Hoje de manhã, mal abrimos a janela chamou logo pelo "Jezú". Saímos de casa par ir andar de bicicleta e cruzámo-nos com a procissão de Domingo de Ramos que vinha pela rua. O mais pequeno chamou logo o "Jezú" quando viu a Cruz. O mais velho encontrou uns amigos da escola na procissão, mas estava mais interessado em ir ao parque de bicicleta. Mas o mais pequeno só queria continuar no sentido da procissão, enquanto chamava pelo "Jezú". Oh, mãe, o mano estava bom para ir viver com a avó e com a bivó. Elas é que gostam muito do Jesus. Eu não gosto assim tanto, disse o mais velho. Depois perguntou porque é que as pessoas levavam ramos nas mãos e eu expliquei, por alto, pedindo para ele falar com a avó, que sabia mais que eu. E lá continuámos o passeio com o besnico sempre a chamar o "Jezú". No caminho de regresso, voltou à conversa do "Jezú" e lá entrámos na igreja. A missa estava apinhada, mas arranjaram-me logo lugar para nos sentarmos. E haviam de ver o meu filho mais pequeno, a sorri, e a dizer "é o Jezú" e a mandar beijinhos. O mais velho olhava para mim, como quem diz: deu-lhe para isto... E por lá ficámos, com os meus filhos super bem comportados e com imenso respeito durante o resto da celebração. Foi uma missa bonita, cheia de crianças e escuteiros. E sentimo-nos lá bem. 

28 de março de 2015

Sábado bom

Começámos de manhã no Campo Pequeno entre o mercado de produtos biológicos e o parque infantil. Estava uma manhã maravilhosa.


À tarde, já com o pai connosco fomos até à zona norte do Parque das Nações. E foi muito bom.




 
 E esta é uma pequenina amostra de como foi o nosso dia... O melhor, claro, guardamos para nós.

27 de março de 2015

Corrida número 9

O filho mais velho seguiu com o amigo J. directamente da escola e o pai foi buscar o pequenino à creche e eu estive uma hora a correr, a limpar as ideias, a aproveitar o magnífico fim de tarde que estava hoje em Lisboa. E senti-me tão bem, tão feliz, tão livre e tão sortuda por estar a correr enquanto tantas e tantas pessoas estavam paradas no trânsito. Cada vez gosto mais de correr!! E o final do dia não podia ter começado e terminado melhor, depois já em casa, com o maridão e o filho pequeno, que estava radiante por ser o centro das atenções. O pequenino já dorme e o pai foi buscar o filho grande, e eu vou enroscar-me na cama a ler. Perfeito. Até amanhã.

Como crescem os nossos pequeninos...

Hoje o meu filho grande, mas apenas com 5 aninhos feitos há pouco tempo, já vai sair da escolinha com um amigo, e a mãe dele, claro, para irem brincar em casa dele e jantar...  Estavam os dois tão radiantes hoje de manhã. É um programão para uma sexta feira à noite. E se há miúdo que adore festas, saídas e combinações é este meu filho grande. Claro que já queria dormir em casa do amigo (e eu e a mãe dele ainda não descartámos a hipótese, se eles quiserem muito). E eu acho óptimo que ele seja assim despachado. Eu e o meu marido incentivamos imenso a que os nossos filhos saiam, durmam na avó, nos tios, nas primas. Achamos que eles só têm em ganhar em ir, em estar com outras pessoas, a sairem debaixo das nossas saias... É bom vê-los ganhar mundo. Trazerem coisa novas para contar. Viverem aventuras... Se soubessem a alegria que um simples saco cama em casa de umas primas deu!! São pequenas coisas, pequenas conquistas que os ajudam a crescer e a formar uma personalidade mais independente e segura.

Fui injusta com o meu filho mais velho, e isso partiu-me o coração



Fui buscá-los à escola, como todos os dias, e o meu filho mais velho traz na mão um pequeno espelho cor de rosa. Eu pergunto de quem é e ele diz que é dele. Eu digo que ele está a fazer confusão e que não é. Ele diz que é e começa a chorar. Diz que é da caixa de magia. Eu não me lembro de ver o espelho – mas pensando bem não liguei nenhuma à caixa que ele recebeu e foi o pai que brincou com ele – e os objectos eram todos vermelhos e pretos. Acho que o meu filho me está a dar tanga. Aquele espelho parece dos espelhos dos kit’s das meninas. Ele chora mais. É dele, é dele! Eu acedi a levar o espelho para vermos com o pai se ele não estava a fazer confusão. Se queres muito um espelho, a mãe compra-te. E ele chora e diz que é dele. Levo o espelho no bolso e quando o pai conforma que o espelho é do nosso filho sinto-me mal por ter duvidado dele. Dei-lhe o benefício da dúvida, é certo, ao trazer o espelho para casa, mas estava mesmo convencida que não era dele. Pedi desculpa com todo o sentimento. Mas eu nunca tinha visto tal objecto e eu achava que conhecia todos os brinquedos dos meus filhos. Aprendi a lição. Confiar nos nossos filhos. Não há nada pior que eles sentirem-se injustiçados. Fiquei com o coração mesmo pequenino.