29 de junho de 2016

A minha Francisca

Está a começar a querer rebolar, mas nem sempre consegue. Mas vai treinando e fazendo ginástica em cima da nossa cama. Já não dá para a deixar sozinha para ir só buscar uma fralda ou outra coisa, porque mesmo sem ainda ter grande arte a rebolar, mas se mexe muito e já se arrasta!


E não há nada melhor que pézinhos de bebé ao léu!! Tão bom!

27 de junho de 2016

Além das papas a Francisca também já come fruta!

Esta minha filha vibra imenso com a comida. É a primeira dos 3 a gostar mesmo de papa e mal sente o cheiro da nossa comida cospe a chucha, o que eu acho um amor! Com este calor bom o que é que apetece comer? Fruta, pois claro. A mim também. Vai daí comecei já a dar fruta batida ou ralada à Francisca. Já provou maçã e pêssegos. E também já lhe dei fruta para roer nesta chucha que era dos manos.
Muitos gadgets nos impingem quando temos crianças, mas este vale a pena porque podemos dar-lhes fruta aos gomos sem o risco deles se engasgarem. E vão mordendo, o que é óptimo para as gengivas e vão afinando os movimentos finos e a coordenação. Paralelamente à fruta e à papa continua a mamar cada vez melhor e espero que assim continue. Estivemos no pediatra aos 4 meses e vou marcar agora a dos 6 para meados de Julho, mas a minha vontade é ir introduzindo as sopas e os iogurtes. Fui aqui ao blog ver como tinha sido com o Afonso e a esta altura já ele comia fruta, sopa e papas e ia introduzir a carne na sopa. Adorei reler este post. O Afonso era um doce de bebé, até completar 1 ano nem se dava por ele. Depois acordou para a vida e não há como não reparar nele, cheio de energia e com aquele olho preto sempre a abrir. Como será a Francisca quando crescer? Para já, é a mais calma de todos. E eu sou uma abençoada a triplicar. 

O meu filho mais velho teve de ir renovar o Cartão do Cidadão!

O que eu achei um absurdo! Mas porque é que só tem validade de 5 anos?? Se actualizamos todas as informações contidas no cartão, como a morada, porque é que o cartão deixou de servir?! Não estava estragado nem partido! 5 anos e toma lá mais 15€! Acho um atentado! Em vez de se andarem a indignar porque se chama cartão do cidadão e não da cidadania, deviam era indignar-se com o custo absurdo e desnecessário! A única coisa fixe foi que o meu filho já assinou o seu nome. Estava tão orgulhoso. Foi a sua primeira assinatura para um documento oficial. Eu não digo que isto passa depressa?

Hoje o banho da tarde foi ao ar livre!

Cada vez mais tenho a sensação que o tempo está a avançar depressa de mais e que perdemos (eu perco, assumo a minha culpa) muito tempo com merdices sem importância e, pior ainda, não vivemos o suficiente, não rimos o suficiente, não fazemos rir o suficiente, não brincamos o suficiente. Eu sou muito pelas rotinas certas com as crianças, pelas regras, mas sinto que tenho de as quebrar mais... Não sei, mas acho que este tempo quente de verão existe para abrandar o ritmo, para entrarmos em modo de férias, para desacelerarmos... Não podemos só descontrair nos dias de férias, é muito pouco. E aproveitando que o ano lectivo está a terminar, que as manhãs do mais velho já são passadas na praia vou tentar aproveitar mais com os meus filhos. Acho que o verão é amigo das famílias e há que aproveitar ao máximo. Hoje depois de um gelado ao fim do dia os meus filhos tomaram o banho deles no terraço de mangueira, aproveitando que era preciso esvaziar e lavar a piscina. Se ficaram muito bem lavados? Claro que não, que o meu marido nem gel de banho lhes pôs, mas riram. brincaram e passaram-se por água. E o melhor de tudo? A ideia foi minha. E não é costume. O meu marido é um divertido e um brincalhão, é super relaxado ou não fosse o 8º de 8 filhos... por isso, muitas  vezes a chata de serviço sou eu, até porque sou que asseguro muitas das rotinas do dia a dia. Mas hoje a ideia do duche ao ar livre foi minha e eles adoraram e eu também. Atrasou tudo, mas por mais incrível que pareça consegui que fossem para a cama dentro da hora. Lá está, o meu lado das regras, mas eu acredito que elas são fundamentais e estruturantes, mas há que conseguir brincar, inventar sem fugir muito mas acrescentado alegria e risos. Porque isto passa mesmo muito depressa.


Nem o Homem de Ferro escapa à Francisca!


Esta malandra está naquela fase super perigosa em que leva tudo à boca! Nem o Homem de Ferro dos manos lhe escapa!

E hoje começou a praia com a escola!

É o terceiro ano que o meu filhote mais velho vai para a praia com a escola e ele adora. Felizmente parece que este ano vão ter sorte com o tempo, que há 2 anos chovia, estava nevoeiro, humidade, frio... Foram 2 semanas para esquecer. Hoje amanheceu um dia lindo e o sol estava quente. Eu e o mano Afonso ficámos a dizer adeus, com a promessa de que para o ano já vai ele com os seus amigos...

Odeio gritar com os meus filhos!!

Li este artigo "EUTORNEI-ME NA MÃE QUE GRITAVA!" e identifiquei-meÉ horrível quando abrimos os olhos e gritamos com eles, não é? Eu odeio quando grito com os meus filhos, fico a sentir-me mal, muito mal. Como é que podemos perder tantas vezes a cabeça com as pessoas que mais amamos no mundo?!! Bem sei que eles nos desafiam, desobedecem e nos tiram do sério, mas temos de conseguir não gritar. Eu ando há anos a tentar deixar de gritar e ser uma mãe zen e ainda não consegui... e isso dói-me na alma.

25 de junho de 2016

Foi uma festa linda!!

Estou imensamente feliz e de coração cheia. O baptizado da Francisca foi perfeito! A cerimónia foi linda e o padre foi absolutamente fantástico! Foi uma cerimónia íntima em que o padre falou com e para todas as crianças presentes, sentadas na primeira fila. Fez-lhes perguntas, respondeu-lhes a perguntas, pediu ajuda para segurar no livro da cerimónia, para segurarem os óleos, deixou o Alexandre derramar água na cabeça da Francisca, depois dele o ter feito. Baptizou novamente as crianças todas. Foi fantástico. Eram 20 crianças e estiveram todas super interessadas e empenhadas na cerimónia, e a maioria não era baptizada. Mas queriam saber tudo e ele ia respondendo. Foi uma cerimónia mesmo bonita. Depois a festa também foi linda. O almoço foi fantástico e estava toda a gente feliz e divertida, e acabou ao fim da tarde a tempo de ir toda a gente ver o jogo. O sítio não podia ser mais perfeito, só para nós, e com espaço ao ar livre para as crianças brincarem e correrem! A Francisca esteve sempre bem e conseguiu dormir 3 horas durante o nosso almoço. E os meus filhos estavam lindos com as roupas que eu escolhi e mandei fazer no Peixinho do Mar. A vela encomendei nas Letras Bordadas, onde já tinha encomendado as dos irmãos. Sinto-me muito abençoada por termos baptizado a nossa filha com  toda a família próxima e amigos, rodeados de amor. 

24 de junho de 2016

A poucas horas do baptismo da minha Francisca!

Hoje tivemos uma reunião informal com o padre que vai amanhã baptizar a nossa. Pais e madrinhas numa espécie de preparação da cerimónia de amanhã, preparando as várias fases da celebração. O padre que vai celebrar o baptismo é um porreiro, descontraído e boa onda e foi uma reunião muito gira. A certa altura ele perguntou qual delas é a madrinha, ao que eu respondi que são as duas, porque foram escolhidas de coração e o que interessa é a parte efectiva e não quem assina. Ele riu-se. Nesta paróquia, e em quase todas onde tentei que a Francisca tivesse duas madrinhas , não vão permitir que assinem as duas, mas não faz mal. Participam as duas na cerimónia como madrinhas e serão sempre as madrinhas da Francisca, fazendo ainda mais parte da vida da nossa filha e orientando e acompanhando no caminho da fé. Amanhã é um dia muito especial, e agora vamos buscar o nosso filhote mais velho para que ele possa estar no baptizado da irmã. Vai perder a última dormida da viagem de finalistas, mas achei melhor ir buscá-lo hoje, já cansado e feliz depois do jantar, do que amanhã de manhã no começo do último dia de actividades.

E como é que ficou o Afonso sem o mano?

Perguntou duas ou três vezes se não íamos buscar o mano, do género: não se estão a esquecer que há mais um?!! Lá lhe explicámos novamente que ele ia dormir com os amigos e ele não perguntou mais e aproveitou o mimo quase em exclusivo que teve primeiro de mim ( fomos ao parque e estreou-se num corneto de morango) e depois com o pai enquanto eu fui para os ensaios da festa da escola. Mas o mais engraçado foi que se portou como um anjo. Um menino de coro feliz, bem disposto, bem comportado!!!  Não houve dramas, não houve birras, jantou sem asneiras, esteve sempre feliz e contente. O pai contou-lhe duas histórias  ao deitar e ele adormeceu sem dramas, super calmo. Aproveitou bem ter os pais só para ele e para a Francisca, o que significa quase só para ele visto que às 20h a Francisca foi para a cama e ele ficou o rei da casa! E a nós também nos soube bem um bocadinho de paz, que confesso que as guerras, bulhas e discussões deles têm sido muito cansativas e têm tido um efeito negativo no ambiente familiar. E espero que estes dois dias afastados os faça ter muitas saudades um do outro para ver se dão umas tréguas... É que eles vão do amor ao empurrão muito depressa!! Diz que faz parte, mas é cansativo. 

Um dia de tantas emoções!!

Esta quinta feira foi um dia de emoções fortes. Começou logo cedo com o filhote grande a partir na sua viagem de finalistas com os colegas e educadora da escola. Foi tão giro. Os finalistas estavam tão felizes e orgulhosos, e todos os pequeninos acenavam da varanda! Consegui conter as lágrimas. Poucas horas depois um telefonema da educadora. Quando vi o nome dela ia-me dando uma coisa má, mas estava tudo bem à execração de uma enorme crise alérgica devido aos pólens e a toda a envolvente campestre onde eles estão. Reforço de anti-histamínico e esperemos que amanhã ele esteja melhor. E enquanto eles observavam as estrelas na quinta, nós os pais e mães, reunimo-nos na escola depois de jantar para ensaiarmos para a grande festa final, na qual vamos cantar e actuar para os nossos filhos, para a educadora e para a auxiliar. Uma super mãe escreveu uma letra linda e ao som de várias violas cantámos e chorámos ao reviver os últimos 6 anos... E não pensem que só choraram as mães que estão pela primeira vez neste papel de ter filhos a deixar o jardim de infância, após 6 anos sempre juntos, mães que estão neste papel pela 3ª, 4ª, 5 e 6ª vez... (Sim, os meus filhos andam numa escola onde predominam as famílias numerosas).... Também ficaram de lágrimas nos olhos. São muitos anos sempre juntos, são amizades fortes que se criaram entre os miúdos, há ali país e filhos de quem vou ter muitas saudades e com quem espero manter o contacto, pois são pessoas que já fazem parte... Eu sou uma chorona por natureza e com as hormonas à mistura ainda mais... 

23 de junho de 2016

A culpa das manhãs desatrosas é da mãe!

E não. Não é uma ironia. Há muito tempo li um post da Magda, Mum's the Boss, que dizia que o segredo das manhãs bem sucedidas estava no facto da mãe se levantar, arranjar e despachar mais cedo que toda a família para depois estar disponível para acordar e cuidar dos filhos com calma. E é tão verdade. Comprovei isso na semana em que tivemos mais uma filha extra cá em casa e, por mais incrível que pareça, foi a semana em que as manhãs correram melhor. E porquê? Porque eu acordava uma hora antes do normal para garantir que deixava toda a gente na escola a horas, sendo que tinha um desvio grande para deixar a filha extra! Hoje acordei tarde e com a molenguice dos miúdos - hoje, o Afonso, que o mais velho estava muito entusiasmado com a viagem de finalista - já despachei toda a gente a toque de caixa... O que é horrível. Para eles, para nós, para toda a família. Merecemos acordar bem e felizes e não em stress e já atrasados. A culpa foi da mãe.

A Francisca é uma sortuda porque não tem cólicas

Em 5 meses de vida nem uma cólica! Já me perguntaram se é dos cuidados que eu tenho com a alimentação e eu digo que não tenho cuidados nenhuns. Como feijão, grão, enchidos, pão, chocolates, couve... Basicamente, tudo o que me apetece. Só não bebo álcool e já não fumo quase há 2 anos. Quando foi do meu filho mais velho, em que ele foi durante 3 meses atormentado com as cólicas, eu deixei de comer tudo o que poderia potenciar as cólicas e ele continuava a contorcer-se com dores. Quando foi do Afonso eu já estava preparada para um cenário semelhante, mas houve uma alteração, o pediatra era outro – mudámos de pediatra quando o Alexandre tinha 9 meses -, e ele disse logo que as cólicas é uma coisa muito específica de cada bebé, uns têm outros não e que a nossa alimentação interfere muito pouco, há uma predisposição dos bebés ou não. O Afonso teve uma meia dúzia, se tanto. Na altura, o pediatra disse-me outra coisa valiosa: os bebés amamentados não têm que fazer cocó todos os dias e actualmente há uma febre que faz com que se o bebé não faz cocó os pais se ponham logo a estimulá-los. Se o bebé não fez cocó mas está bem e tem a barriga mole é porque está bem e absorveu tudo. Com o Afonso nunca me privei de nada em termos de alimentação. Apenas não bebia leite. E Quase não bebo leite quando dou de mamar. E, por sorte, para nós e para a Francisca ela não tem cólicas. Dá uns belos puns, faz bons cocós e liberta os gases todos sozinha. Olhando para trás… recuando 6 anos acho que as cólicas do Alexandre estiveram muito relacionadas com a minha inexperiência de mãe de primeira viagem, do stress que era quando ele começava a chorar, da aflição em que ficávamos os dois, ele e eu… Antes da Francisca nascer, em conversa no centro pré pós parto de Entrecampos, ouvi uma enfermeira dizer: quando o vosso bebé chorar, descartem logo a hipótese das cólicas e pensem noutro motivo. É que hoje em dia parece que a culpa é sempre das cólicas, há todo um mercado farmacêutico à volta disto, mas pode muito bem não ser: pode ter calor, ter sede (agora no verão dou muito mais maminha para que a Francisca não desidrate), querer mudar de posição, não conseguir adormecer… O importante é conseguirmos acalmar o nosso bebé. Com a Francisca tudo se resolve com maminha.

22 de junho de 2016

Da nossa tarde de ontem...


Nota: A patanisca não pode ver o telemóvel que quer logo mexer!

o Afonso já tem outra vez Paez para o baptizado da mana Francisca!

Antes... Após 3 utilizações:

E depois da marca ter dado um par de sapatos novos para substituir os que se tinham estragado em menos de uma semana. Não viram este post?


Confesso que teria ficado muito chateada e feito uma reclamação por escrito se não me tivessem trocado os sapatos.

21 de junho de 2016

Em modo de preparativos para a viagem de finalistas do filhote mais velho...

... E parece que ainda foi há uns dias que ele ficou no berçário - para onde também foi o Afonso e para onde vai a Francisca em Setembro - pela primeira vez. Mas o tempo passa. E passa depressa. (Daí também me custar ainda mais as zangas, as discussões, a falta de paciência...) Sei que este é um tempo que não volta. Para o meu filho maior está prestes a fechar-se um ciclo de 6 anos... entrou bebé de 8 meses e sai um menino de 6 anos e meio... Foi tão feliz nestes anos, teve a sorte de ter tanto mimo, atenção, colo... aprendeu tantas coisas, fez tantos amigos, fez tantas descobertas, tornou-se rapazinho... Estes últimos dias têm sido difíceis para nós, ele está refilão comigo, eu estou menos paciente, mais exigente com ele... mas tenho que perceber que toda esta mudança, a separação da educadora que ele adora, das auxiliares que lhe conhecem todos os gostos e manhas, dos amigos... a mudança para o desconhecido, para uma escola nova, enorme e para onde vai sem nenhum amigo de sempre... Toda esta mudança lhe deve estar a mexer com os nervos. Hoje tínhamos de fazer a mala em conjunto, a pedido da educadora para eles saberem o que levam, e onde, e haviam de ver a birra, a implicação... Está nervoso e com medo o meu filho corajoso... Felizmente que no meio da birra da mala eu consegui reaver a calma e acabar o dia com uma história de boca e muito mimo e muito colo. Há mais de 20 anos que a escola onde eles andam faz esta viagem de finalistas e o sítio para onde eles vão é maravilhoso. Vão todos os meninos da sala, à excepção de uma menina que os pais frisaram na reunião que nunca deixam que ela durma fora de casa, e tenho a certeza que vai ser uma experiência que lhes vai ficar para a vida. Vão ser 3 dias numa espécie de escola ao ar livre, numa quinta com uma vertente muito pedagógica e que privilegia o contacto com a natureza e a exploração do meio ambiente. Há quem ache uma modernice, esta modernice já tem 20 anos e faz parte do projecto educativo da escola. E eu só desejo que eles se divirtam muito e aproveitem cada segundo!

Para desanuviar a mãe chata e os filhos implicativos cá de casa...

... Fiz um jantar fácil de transportar e de comer no parque (massa lacinhos, molho de tomate, atum e milho), limonada da bimby, mas com hortelã que adoramos, gelatina e fui com a Francisca buscar os manos à escola para irmos aproveitar a tarde e o início de noite no parque. Eles adoraram, claro. O maridão juntou-se a nós e jantámos todos, incluindo a Francisca que comeu a sua papa, sentados na relva a ouvir os passarinhos! Foi muito bom! Eles chegaram a casa imundos e felizes, como se quer!

Odeio ser esta mãe chata!

Às vezes sinto-me uma mãe tão CHATA!! E não sou só eu que sinto, são os meus filhos que mo dizem... Sim, porque o pequeno já ouviu o mano a chamar-me chata e também já diz: a mãe é chata! E, de facto, às vezes sou. Chata e cansativa. Sempre a repetir as mesmas coisas, sempre a dar as mesmas ordens... É tão cansativo. Para eles e para mim. Mas eles estão numa fase terrível em que não obedecem, em que respondem sempre com um: já vai!, que dizem sempre: só mais um bocadinho... Ontem e hoje de manhã foram dias negativos, em que eu fui chata, em que me zanguei com eles, em que eles se zangaram comigo... É tão desanimador, tão desolador... O que eu queria ser uma mãe muito mais divertida, que se zangasse menos, que se risse mais... Mas os (meus) filhos têm o dom de às vezes me tirar do sério. E há dias em que eu acho que eles estão mesmo a testar até ao último limite. 

Nós, adultos, às vezes baralhamos as crianças!

Eu: Anda, Afonso! Vamos deixar o mano no futebol e depois vamos a correr, a correr ao mercado.
Afonso: Não vamos de carro?
(uma pérola do fim de semana que se tinha perdido na minha memória e que agora voltou)

19 de junho de 2016

Orgulho de mãe!

Eu gosto das festas dos meus filhos e sou daquelas mães que se emociona, que deixa escapar uma lágrima... Emociono-me com as actuações, mas acima de tudo com os ciclos que se fecham, com o crescimento deles... Na sexta foi a festa da escola e lá estavam os meus dois filhotes em cima do palco cantando, dançando e representando. Hoje voltámos a ter uma festa, desta vez a audição da escola de música do meu filho mais velho e foi uma grande emoção ouvi-lo tocar piano naquele auditório grande, cheio de famílias orgulhosas. É incrível como o meu filhote às vezes me parece tão crescido, mas não me posso esquecer que ele tem apenas 6 anos... O facto de ser o mais velho de 3 faz com que  nos pareça mais velho, mas é o meu bebé grande❤️

Trabalho de equipa!

A nossa querida S., a nossa empregada, amiga e braço direito foi para Cabo Verde visitar a família e gozar de umas boas e muito merecidas férias. Vão ser 3 semanas sem apoio e eu estou a aproveitar esta ausência da S. para ensinar muitas coisas aos meus filhos. Decidi que estas semanas iriam servir para todos colaborarem mais nas lidas da casa. É bom que eles percebam que os lençóis não se trocam sozinhos, que pode ser divertido mudar as capas dos edredons, que por baixo do lençol há um resguardo... Os meus filhos já estão habituados a levantar e a pôr a mesa, a reciclar, a raspar os pratos e a colocá-los na máquina, a ajudar a estender roupa, a fazer as camas... Temos a sorte de ter uma pessoa fantástica que nos ajuda todos os dias, mas é muito bom ela ir de férias para que todos tenhamos de voltar a fazer tudo para darmos ainda mais valor ao trabalho dela, e porque eu quero que os meus filhos saibam que as coisas não se fazem sozinhas! E em equipa custa muito menos! 

Hoje o meu filho foi sozinho comprar pão!

A manhã de hoje foi muito especial para o meu filho mais velho. Quando acordámos perguntei-lhe (depois de discutido o assunto com o meu marido) se ele queria ir ao pão sozinho. Disse logo que sim! Ficou radiante. Perguntei-lhe que cuidados teria que ter. E ele disse: Tenho de ter atenção às garagens para ver se não sai nenhum carro; Não posso falar com ninguém que não conheça e não posso aceitar guloseimas de pessoas estranhas. Foi-se logo vestir e demos-lhe o dinheiro que sabíamos que ia precisar. E lá foi ele. Eu e o meu marido olhámos um para o outro e achámos que seria bom o meu marido descer atrás dele e ficar a vê-lo na rua. E lá foi ele. E o meu filho grande foi e voltou trazendo o pão (só se enganou na qualidade do pão, que tínhamos pedido pão de sementes e ele trouxe carcaças: foi de ser a primeira vez! para a próxima não me engano). Estava tão orgulho. A senhora do café, que nos conhece bem, disse-lhe que ele estava muito crescido por ir ao pão sozinho e ele disse que respondeu que era a primeira vez (imagino eu, todo orgulhosos). E assim se vão dando pequeninos passos rumo à autonomia, e é muito importante para eles sentir que lhes damos estes votos de confiança, porque é sinal que confiamos neles e acreditamos que eles são capazes. Sei que temos amigas que nos vão achar loucos varridos, mas eu e o meu marido acreditamos que temos de criar os nossos filhos para viverem no mundo, e não fechados numa redoma dentro de casa super protegidos e patós. O importante é ensiná-los, explicar-lhes os perigos, orientá-los, preveni-los, dar-lhes instruções claras ( ele sabia que se não houvesse pão teria de voltar para casa e não poderia atravessar a estrada para ir à padaria portuguesa) e prepará-los para o mundo. Claro que nos afligem todos os perigos que existem, mas não os podemos criar com medo. Nota: A nossa casa e o café onde ele foi comprar pão ficam no mesmo quarteirão, não sendo necessário atravessar estradas. 

17 de junho de 2016

Adorei este artigo, retirei daqui.

"Trate os seus filhos com cuidado porque são feitos de sonhos

A infância tem o seu próprio ritmo, a sua própria maneira de sentir, ver e pensar. Poucas pretensões podem ser tão erradas como tentar substituí-la pela forma como nos sentimos, vemos ou pensamos, porque as crianças nunca serão cópias dos seus pais. As crianças são filhas do mundo e são feitas de sonhos, esperanças e ilusões que se acumulam nas suas mentes livres e privilegiadas.
Há alguns meses saiu uma notícia que nos desconcerta e nos convida a refletir. No Reino Unido, muitas famílias preparam as suas crianças de 5 anos para que aos 6 possam fazer um teste, que lhes permite ter acesso às melhores escolas. Um suposto “futuro promissor” pode causar a perda da infância.
De que adianta uma criança saber os nomes das luas de Saturno, se não sabem como lidar com a sua tristeza ou raiva? Eduquemos crianças sábias nas emoções, crianças cheias de sonhos, e não de medos.
Hoje em dia, muitos pais continuam com a ideia de “acelerar” as habilidades de seus filhos, de estimulá-los cognitivamente, colocá-los para dormir ao som de Mozart enquanto ainda estão no útero. Pode ser que essa necessidade de criar filhos aptos para o mundo esteja a educar filhos aptos apenas para si mesmos. Criaturas que com apenas 5 ou 6 anos sofrem o stress de um adulto.
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Os nossos filhos e a competitividade do ambiente
Todos sabemos que nas sociedades em mudança e competitivas são necessárias pessoas capazes de se adaptarem a todas as exigências. Também não temos dúvidas de que crianças britânicas que conseguem entrar nas melhores escolas, conseguirão amanhã um bom trabalho. No entanto, também é necessário perguntar …
Terá valido a pena todo o custo emocional? O perder a infância? O seguir as orientações de seus pais desde os 5 anos?
As crianças são feitas de sonhos e devem ser tratadas com cuidado. Se lhes dermos obrigações de adultos enquanto ainda são apenas crianças, arrancamos-lhes as asas, fazendo-as perderem a sua infância.
Respeitar o tempo, o afeto e os sonhos
A nossa obrigação mais importante é dar às crianças um “raio de luz”, para depois seguirmos o nosso caminho. – Maria Montessori
A curiosidade é a maior motivação do cérebro de uma criança, por conseguinte, é conveniente que os pais e educadores sejam facilitadores de aprendizagem, e não agentes de pressão. Vejamos agora abordagens interessantes sobre a  parentalidade que respeita os ciclos naturais da criança e suas necessidades.
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Pais sem pressa – Slow Parenting
O “Slow Parenting” (pais sem pressa) é um verdadeiro reflexo dessa corrente social e filosófica que nos convida a desacelerar, a sermos mais conscientes do que nos rodeia. Portanto, no que se refere à criança, promovemos  um modelo mais simplificado, de paciência, com respeito aos ritmos da criança em cada fase de desenvolvimento.
Os eixos básicos que definem o Slow Parenting serão:
  • A necessidade básica de uma criança é brincar e descobrir o mundo;
  • Nós não somos “amigos” de nossos filhos, somos suas mães e pais. Nosso dever é amá-los, orientá-los, ser seu exemplo e facilitar a maturidade sem pressão;
  • Lembre-se sempre de que “menos é mais”. Que a criatividade é a arma dos filhos, um lápis, papel e um campo têm mais poder do que um telefone ou um computador;
  • Compartilhe tempo com seus filhos em espaços tranquilos.
Parentalidade respeitadora / consciente
Embora o mais conhecido desta abordagem seja o uso de reforço positivo sobre a punição, este estilo educativo inclui muitas outras dimensões que valem a pena conhecer.
  • Devemos educar sem gritar.
  • O uso de recompensas nem sempre é apropriado: corremos o risco de nossos filhos se acostumarem a esperar sempre recompensas, sem entenderem os benefícios intrínsecos do esforço, realização pessoal.
  • Dizer “não” e estabelecer limites não vai gerar nenhum trauma, é necessário.
  • O forte uso da comunicação, escuta e paciência. Uma criança que se sente cuidada e valorizada é alguém que se sente livre para manter os sonhos da infância e moldá-los até a idade adulta.
Respeitemos a sua infância, respeitemos essa etapa que oferece raízes às suas esperanças e asas às suas expectativas."
E, de facto, quando respeitamos os ritmos deles, quando os ouvimos e os escutamos, quando nos rimos com eles, quando deixamos as pressas e os stresses de lado, quando lhes fazemos cócegas ou brincamos com a espuma do banho corre tudo melhor, somos todos muito mais felizes e eles colaboram nas outras tarefas, mais chatas, mas que têm de ser feitas como vestir ou lavar os dentes ou despachar para sair de casa. 

Hoje foi dia de Prevenar 13!

E como sempre a minha patanisca Princesa portou-se muito bem! Choramingou um segundo e já está. Depois mamou e adormeceu. Tão bom!!

16 de junho de 2016

Perdida no meio de tanta festa!

Entre a festa de final de ano da escola, o baptizado da patanisca Francisca mais os santinhos e a velinha, e a festa dos finalistas, preparada pelos pais com dança, músicas de fazer chorar e vídeos retrospectivos, já não sei para que lado me hei-de virar... 

Alguém consegue adivinhar quanto tempo têm estas Paez???


Comprei estas para o Afonso e outras iguais para o Alexandre para levarem ao baptizado da mana. Deixei-os usar três dias para que se adaptassem e não estreassem uns sapatos novos no dia da festa. Estava preparada para ter de os lavar antes do baptizado, mas não estava à espera disto! 3 dias?!!!! Hoje de manhã já fui à banca Paez onde os comprei e ficaram para analisar. É bom que os analisem depressa e que me dêem outros a tempo do baptizado. Como é que é possível? Eu calculei que não durassem muito, mas nem uma semana??!! Quem me atendeu na banca (uma senhora e um rapaz) foram super atenciosos e agora é esperar que o departamento de qualidade me resolva o assunto. Fiquei tão desconsolada! Os do Alexandre estão bons. Pode ter sido azar neste par... Depois dou notícias. Vamos ver como se comporta a marca perante esta situação? E não me venham cá dizer que as crianças estragam sapatos e afins, que tal nunca aconteceu nesta casa e os sapatos, que eu saiba, são para ser usados na rua. Não comprei chinelos de quarto...

15 de junho de 2016

Será que os bebés podem fazer praia?

O pediatra dos meus filhos diz que sim e nós sempre fizemos praia com os nossos filhos desde os primeiros meses. O pediatra Mário Cordeiro também diz que sim, neste artigo da Pais e Filhos. Com as devidas precauções, que todos nós já conhecemos, um bebé pode fazer praia sem problemas nenhuns. E é tão bom. Não há nada melhor que praia e férias em família! Nós cá em casa adoramos. Este ano já gozámos uma semana inteirinha a banhos no Algarve e estamos ansiosos que cheguem as férias grandes! 

13 de junho de 2016

Um filme que me soube pela vida!

Ontem à noite depois de deitar os miúdos sentia-me exausta. Eram 21h30, estavam os três a dormir, mas eu estava desconsolada. Tinha sido um dia muito cansativo, quase sempre em casa, com os mais velhos a provocarem-se constantemente e a baterem-se. Eu sentia-me angustiada e questionava todas as minhas capacidades para educar estas três crianças. Se eles se adoram por que se batem? Por que se provocam? Se me estão sempre a pedir irmãos é para se baterem? Eu estava mesmo desesperada com os rapazes. Pu-los de castigo, zanguei-me... Foi mesmo terrível. A única coisa que eu queria era deitá-los porque eles estavam mesmo disparatados. O erro foi meu que só não os levei à rua, fomos só tomar café e comprar pão, e não os levámos a gastar as energias, mas eles também quiseram ficar por casa e entre muitas brincadeiras e jogos foi um dia longo e cansativo. Eu só queria dormir depois de os deitar, mas o meu marido preparou um jantar bom e um filme para depois vermos. E fez milagre. O marido, o jantar e o filme. 

E quando me fui deitar, já perto das 2 da manhã, e depois de tapar e beijocar as crias estava leve, cheia de paciência, optimista e a sentir-me menos falhada... Isto de ser mãe é mesmo o maior desafio da minha vida e há dias em que sinto um enorme peso, uma enorme responsabilidade e um medo enorme de falhar... Há que respirar fundo, colocar em perspectiva e acreditar que com muito amor, bons valores, paciência e uma família unida vamos conseguir formar três bons seres humanos.

As crianças precisam de pouco para serem felizes! E também não têm frio!

Comprámos uma piscina para o nosso terraço. A ideia é os miúdos brincarem e chapinharem nos dias e que está muito calor. A ideia era terem experimentado a novidade ontem, mas como se portaram mal (leia-se: bateram-se e implicaram um com o outro) não tiveram direito e ficaram a suspirar por um mergulho. Hoje o dia amanheceu frio e cinzento, mas eles não perderam a esperança e assim que ao fim da tarde apareceu uma nesga de sol lá foram eles! Estavam delirantes. O maridão ainda os regou com água quentinha o que lhes soube muito bem. 


Mas mesmo com o vento e a água fria deliraram. Nem queriam sair. Mas lá saíram, não os deixámos estar mais do que 10 minutos, e foram directos para um banho de imersão bem quentinho. E já disseram que amanhã querem mais piscina. Como leva 500 litros de água, apesar de só termos enchido metade, não dá para estar sempre a encher a esvaziar por causa do desperdício de água e a única coisa importante é garantir que as grades para o terraço ficam bem trancadas para evitar acidentes. Apesar deles terem água abaixo do joelho é o suficiente para uma tragédia. Não dá para facilitar. 

12 de junho de 2016

E para mim, trouxe "O Sonho Celta", de Mario Vargas Llosa!

"O Sonho do Celta baseia-se na vida do irlandês Roger Casement, cônsul britânico no Congo belga, em inícios do século XX, que durante duas décadas denunciou as atrocidades do regime de Leopoldo II. Este homem, amigo de Joseph Conrad (e que o guiou numa viagem pelo Rio Congo, revelando-lhe uma realidade mais tarde retratada no romance Coração das Trevas), teve uma vida extraordinária, plena de aventura. Acérrimo defensor dos direitos humanos ‹ como também o comprovam os relatórios que redigiu durante a estadia na Amazónia peruana - militou activamente, no fim da sua vida, o nacionalismo irlandês, acabando condenado à morte por traição e executado."

Como está crescida a minha princesa!

Este parque, ou área de jogo e ginástica para bebé, da Imaginarium é daqueles investimentos que valem a pena. Cá em casa já vai no terceiro filho e já serviu filhos de amigos. O nosso foi oferecido e tem dado um jeitão. Hoje fui montá-lo para a Francisca, mas rapidamente os manos saltaram lá para dentro, super divertidos! A Francisca já aguenta ficar um bocadinho sentada, encostada às bóias, e também já fica bem uns minutos de barriga para baixo. Está a ficar tão crescida!! 

Amanhã já faz 5 meses. Passa tão depressa o tempo. Sorte tenho eu de poder estar em casa estes meses que são tão giros e tão ricos, cheios de coisas novas e momentos deliciosos.

Sugestões de leitura para os mais pequenos!

Na sexta feira fomos à Feira do Livro de Lisboa, a pensar que estaria tranquilo por ser fim de semana prolongado, mas estava uma multidão, e viemos de lá com vários livros para os nossos filhotes. Não me lembro de uma edição da feira com tanto destaque para a literatura infantil. Era mesmo impressionante. E os preços estavam muito convidativos! Estes três livros já foram testados e aprovados pelo Alexandre e o Afonso. O primeiro que comprámos foi o Cuquedo, que eles têm na escola e adoram. 
O Segundo foi o Grufalão, que é da mesma autora do Zog que uns amigos tinham oferecido ao Afonso. São os dois muito giros. 


O terceiro foi para aproveitar a presença da Alice Vieira na Feira, que assinou o livro para os meus três filhos.
Muitos foram os que ficaram por comprar, felizmente há livros fabulosos para as crianças, mas fizemos a contabilidade de um livro por filho e estes foram os escolhidos. Eu adoro ler e, felizmente, os meus filhos também adoram histórias e livros. E a história da noite é um dos nossos momentos preferidos em família!! 

8 de junho de 2016

Peso pós parto!

Lembram-se de há umas semanas eu ter achado que ia conseguir emagrecer enquanto amamentava? Pois não consegui, acho que ainda me deu mais fome e estou com o mesmo peso que estava na semana em que a Francisca nasceu. É maravilhoso, não é? Tenho mais 8kg em cima que não saem, tenho fome de leão e nunca estive tão gorda em toda a minha vida! Posto isto... vou dormir antes que me dê a fome. 67kg!!! Estou com mais de 10kg do que devia. E sem a mínima motivação para fechar a boca. Ai, ai... E arranjar um vestido giro para vestir no baptizado da minha filha?? É um pesadelo... Socorro!! Acho que não ter feito ginástica pós parto ajudou a esta desgraça. Não sei.

7 de junho de 2016

O relatório da Terapeuta da Fala

Eu tinha escrito este post sobre a primeira reunião do meu filho Afonso com a terapeuta da fala e hoje tivemos reunião com ela para saber o resultado dos testes que ela lhe tinha aplicado e ficámos muito aliviados por saber que o Afonso está dentro dos padrões ainda considerados normais para a idade dele. Ele é um miúdo que começou a falar tarde, mas que a terapeuta diz que tem adquiridos os conhecimentos próprios para os seus 3 anos. (Apesar de não querermos comparar os filhos há sempre um modelo de comparação e antes dos 2 anos o nosso filho mais velho falava tudo eloquentemente e com todo o vocabulário possível e imaginável, mas ele é a excepção e não a regra). A terapeuta diz que há aspectos em que ele ainda tem alguma dificuldade, mas que com a nossa ajuda ele vai começar a dizer melhor as palavras e vai deixar de comer sílabas. Deu-nos alguns ensinamentos para o ajudarmos e falou-nos da importância do reforço positivo: NUNCA dizer que ele fala mal ou disse mal uma palavra. Isso vai inibi-lo de falar e vai meter para dentro. O que fazer é perguntar se ele conseguirá dizer ainda melhor! Vamos aguardar a evolução até Novembro e depois logo vemos com a educadora se é necessária reavaliação, mas a terapeuta acredita que ele está no caminho certo. E a educadora reforçou o que nós notámos nestes últimos dias: nas férias ele teve uma evolução brutal ao nível das palavras ditas de forma correcta e ao nível da construção das frases! Foi impressionante como o mimo, a atenção e o tempo de qualidade foram determinantes neste processo. Porque muito da atrapalhação do Afonso é emocional e está relacionada com o nascimento da irmã. Ficámos muito contentes com a avaliação da terapeuta e é irmos estando atentos e ajudando o Afonso na articulação das palavras, porque ele conhece-as e conseguiu identificar as palavras todas nos jogos com a terapeuta, mas ainda lhe dá para comer algumas sílabas. Mas estou certa que com o truque que ela nos ensinou e com o reforço positivo o Afonso vai ultrapassar estas dificuldades. Até porque sempre falámos correctamente com ele, tal como com os irmãos, nunca houve popós nem titi's , sempre lhes lemos muitas histórias e incentivámos a falar correctamente, que é o mais importante segundo a terapeuta. Foram boas notícias. 

E como é que é fazer férias com 3 filhos? Parte 2

A palavra de ordem é descomplicar! A primeira coisa a fazer é alugar uma palhota na praia para os dias todos. Ficamos sempre na mesma praia na mesma palhota, o que faz com que toda a gente à volta seja a mesma todos os anos. Além da família que é muita e que aluga várias palhotas, os amigos vão-se mantendo de ano para ano. É prático e cómodo ter uma palhota com uma cama, que dá para deitar a Francisca, mudar fraldas... achar que se vai ler o jornal!!!! Como é uma zona concessionada é seguro deixar as coisas e nunca tivemos problemas. E os meus filhos também já se orientam e sabem onde estamos e conseguem localizar a palhota.

O que levo para a praia?
  • Dois sacos. Um para mim e para o meu marido e outro para os miúdos. 
Saco 1:
  1. Uma bolsa com: algum dinheiro e um cartão multibanco, os nossos telemóveis e chaves.
  2. Protector solar
  3. Toalhas de praia
  4. Lancheira térmica com água e algo para comer de manhã ou à tarde. (Desta vez como íamos muito tarde de manhã já só levava um lanchinho à tarde, mas muitas vezes comem em casa antes de sair e sempre é menos um peso).
Saco 2:
  1. Protector solar dos rapazes
  2. Protector solar mineral da Francisca
  3. Braçadeiras para o Afonso
  4. calções de algodão  e t-shirt extra para mudar à saída da praia 
  5. Fraldas e toalhitas e uma muda de roupa para a Francisca
  6. Toalhas de praia
Estou a pensar transformar estes dois sacos num único carrinho tipo troley. Estou inclinada a comprar este do Ikea para o efeito.

  • Mochila com brinquedos de praia - vai no início da temporada, fica presa à palhota ou na casa do banheiro e regressa no fim das férias. É sempre um dos rapazes que leva os brinquedos. As raquetes de praia vão e voltam todos os dias, transportadas por um dos meus filhos.
Os chapéus vão na cabeça! As toalhas não vão a casa à hora de almoço, ficam na praia a secar. Muitas vezes o saco dos miúdos também fica.

Quem não tem casa de praia de família, como nós temos a sorte de ter, e tem de alugar pense em num aspecto que pode fazer toda a diferença nas férias: poder ir e vir da praia a pé com os miúdos de modo a que possam ir almoçar a casa e dormir as sestas. Ter de meter crianças no carro mais a tralha toda para ir para a praia que fica longe é muito desgastante. Às vezes uma casa mais perto da praia fica mais cara, mas depois acaba por compensar - não gasta gasolina, pode fazer as refeições em casa, pode ir buscar a água que esqueceu em vez de ter de comprar outra... Claro que nem sempre é possível e os orçamentos não esticam e o importante é adequarmos as nossas férias à família que temos e à nossa realidade e descomplicar!!